Avivando ossos secos. Ezequiel 37.1-14. [Esboço de Pregação]

Ezequiel foi chamado e comissionado por Deus para o exercício do ministério de profeta e sacerdote em um dos momentos difíceis da história do povo de Israel.
 No ano 605 a.C., sob o reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor sitiou e tomou Jerusalém. Levou para Babilônia as pessoas proeminentes do país, além dos tesouros da casa de Deus e da casa do rei.
É preciso ressaltar que, mesmo durante esses anos críticos que culminaram na tomada de Jerusalém, Deus não deixou de enviar seus profetas. Não era - e jamais será – honesto acusar Deus de silencio.
Quer para confrontá-los com sua rebeldia, idolatria, apostasia e as desastrosas conseqüências ou para encorajá-los, consolá-los e acenar com suas misericórdias, o fato é que Deus jamais se calou em relação ao seu povo ou aos homens em geral.
Jesus fala desse cuidado especial que Deus sempre manifestou para com Israel. São de Cristo as palavras: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes.”   Mt 23. 37.
Apostolo Paulo fala da voz de Deus possível de ser ouvida por meio de toda criação, o que torna impossível culpar Deus de silencio ou desculpar o homem por não ouvi-Lo. “Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, dede o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que forem criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.” Rm 1.19,20.
Neste período longo e triste que culminou no cativeiro babilônico, encontramos Jeremias atuando em Jerusalém, Daniel na corte da Babilônia e Ezequiel atuando como profeta e sacerdote junto aos judeus exilados.
Foi no quinto ano do exílio de Joaquim, que Ezequiel foi comissionado por Deus como profeta. Deus, então, diz ao prostrado Ezequiel: “Filho do homem, põe-te de pé.” Daí o comissiona a ser profeta para Israel e para as nações rebeldes circunvizinhas. Lemos que ainda estava ativo no seu trabalho no 27° ano do exílio, 22 anos mais tarde. (Eze. 1:1, 2; 29:17) Ele era casado, mas a esposa morreu no dia em que Nabucodonosor iniciou o cerco final de Jerusalém.
O nome Ezequiel significa “Deus Fortalece” e, sem dúvida ele precisou desesperadamente da força que vem do Senhor para exercer com fidelidade e por tantos anos o seu árduo e marcante ministério.
A santidade de Deus é o seu tema preferido, através de suas palavras ele nos leva a ouvir Deus declarando: “Hei de santificar o meu grande nome... e as nações terão de saber que eu sou o Senhor”.
O texto lido fala-nos do estado de espírito do povo que Ezequiel percebe e aparentemente absolve. Deus lhe permite uma visão clara dos sentimentos de seus contemporâneos exilados. A realidade era sofrida, penosa, desalentadora.
É interessante observar que é Deus quem o leva a ver de forma desnudada a dura realidade. Quem sabe até então, não obstante o exílio, a perda da soberania nacional, e da dignidade como povo, Ezequiel e os próprios exilados não havia percebido, plenamente, a secura existencial que se encontravam.
Foi necessária a ajuda de Deus para que Ezequiel pudesse contemplar a realidade tal qual se apresentava. Mas Deus não se limitou a confrontar Ezequiel com a desgraça, foi além, indicou a possibilidade de mudança, restauração, transformação e ressurgimento possível de ser alcançada naquele que não tem prazer na morte do ímpio, cujo deleite é fazer nova todas as coisas.
É um texto precioso este do capitulo 37 de Ezequiel. Há verdades maravilhosas ditas aqui para as quais esperamos que Deus nos abençoe com ouvidos que ouçam e olhos que vejam pois, espiritualmente parece-me que primeiro é necessário ouvir para depois ver.
Deus nos diz que é possível transformar ossos secos em vidas plenas, em vidas abundantes.
Para que isso aconteça algumas coisas se fazem necessárias.
Em primeiro lugar.
I.       Enxergar os ossos secos.
Parece um pressuposto obvio, demasiadamente simples mas, na verdade esta longe de ser algo fácil. Enxergar com honestidade nossos ossos secos, nossos erros, não é tão simples assim. Temos a tendência de justificar, racionalizar e contemporizar nossos atos, na frustrante tentativa de justificar o injustificável, explicar o inexplicável. Enquanto optamos por estas mirabolantes ginásticas mentais sobrecarregamos de angustia a nossa alma.
Possuímos, geralmente, uma casca muito dura que encobre a nossa realidade intima, uma máscara muito convincente que esconde nossa interioridade, um verniz muito brilhante que disfarça nossas falhas. Esta dificuldade de nos perceber, de perceber o que está morto em nos é exatamente o que nos mostra o versículo 1 e 2 de Ezequiel 37: “Veio sobre mim a mão do Senhor; ele me levou pelo Espírito do Senhor e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos secos e me fez andar ao redor deles...” Foi preciso a intervenção da mão do Senhor, foi necessário passar a ver sob a iluminação do Espírito de Deus.
Fora de Deus a visão que acalentamos de nós mesmo pode ser muito enganosa. Em carta à Igreja de Laodicéia Jesus deixa muito claro o quanto podemos estar enganados em relação a nos mesmos. “Pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de cousa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim,miserável, pobre, cego e nu.” Ap 3.17,18. 
Enxergar nossos “ossos secos” requer esvaziamento de nosso orgulho, desmascaramento de mentiras transvertidas em verdades. Requer subjugar nossa prepotência, romper a muralha da aparência e encarar, sob a luz de Cristo, o porão sombrio de nossas almas. Requer, em última análise, enfrentamento de nos mesmos.
À semelhança de Jacó envolve uma luta de vida ou morte onde é possível que saímos alquebrados, fragilizados, sentindo-nos miseráveis mas plenamente abertos às manifestações plenas da misericórdia e do poder do Deus que tudo supre.
Fico, por vezes, imaginando com quem efetivamente Jacó lutava e sempre sou levado a crer que ele lutava com sigo mesmo. Com a sua vaidade, com o seu ego inflado, com a sua mania de enrolar todo mundo, com os vícios da alma, com a voz de Deus face aos seus próprios desejos.
Lutava possivelmente com o desejo de mostrar para Esaul a sua força, o seu poder, a sua conquista e como tinha sido bem sucedido. O seu orgulho era um entrave violento que se interpunha a possibilidade de ser realmente um príncipe de Deus.
Naquela noite eu o vejo contemplando seus ossos secos, a necessidade de transformá-los, de se livrar deles. A luta não foi fácil como ainda não é fácil submeter a Deus tudo que achamos que temos ou somos.
Vejo a experiência do Apostolo Paulo muito semelhante a de Jacó. Para ele que achava que tudo via, que tudo entendia, se percebe sego e necessitado, na dependência de alguém que lhe abra os olhos e lhe dê a visão segundo Deus.
Honestamente você já encarou seus ossos secos? Aquilo que lhe tem tirado o vigor, a beleza, a desenvoltura, a unção de Deus sobre sua vida. Que lhe tem tornado irreconciliável com sua própria consciência, amedrontado e fugitivo diante de Deus? Enquanto isso não acontecer será impossível ser príncipe ou princesa de Deus. 
Uma evidencia de ossos secos em nós é a incapacidade de crer, de olhar o mundo com esperança, de trasbordar de alegria, de amor e de paixão pela vida. Podemos ainda identificar a existência dos ossos secos na tendência de nos prendermos às decepções do passado, cheios de ressentimentos e magoas ou manter-nos desesperançados e amedrontados em relação ao futuro ou ainda pelo azedume com o qual temperamos as nossas palavras e conceituamos pessoas e acontecimentos.
Há ossos secos em nossas almas quando não percebemos que toda mudança que desejamos precisa começar em nós. Que o ódio, a magoa, o ressentimento que nutrimos não vem de fora mas é gerado dentro de nós, conseqüência de falta de perdão, sabedoria e graça para administras palavras e atos a nós dirigidos.
Para transformar o vale de ossos secos em um poderoso exercito, uma vida medíocre em uma vida abundante é necessária visão clara de nos mesmos.

Em segundo lugar.
II.   É necessário vencer a incredulidade.

Deus dirige a Ezequiel e a nós uma pergunta crucial: “...acaso poderão reviver estes ossos? Ao que o profeta responde: “Senhor Deus, tu o sabes.”
É admirável a sinceridade de Ezequiel.
Talvez esperássemos uma resposta mais convicta, mas positiva mas não foi o que aconteceu. Ezequiel sentia-se esmagado diante da visão e sabia por vivencia o que ela significava.
Ele vivia em meio aos cativos, sentia de perto a angustia, o desanimo, a dúvida, a tristeza, o sentimento de incapacidade, de humilhação que nutriam e expressavam. É difícil manter a confiança quanto cercados de desanimados.
Quando penso nos espias enviados por Moisés para fazer uma sondagem da terra prometida que estavam prestes a tomar posse, fica clara a facilidade com a qual nos entregamos à incredulidade mesmo que já tenhamos experimentado os mais estupendos atos de livramento da parte de Deus.
Dez dos doze enviados foram capazes de contagiar com sua incredulidade todo o acampamento de Israel. Por mais que Josué e Calebe procurassem restaurar a confiança não tiveram êxodo o que levou o povo a peregrinar durante 40 anos pelo deserto, perdendo uma grande oportunidade e desperdiçando toda uma geração.
Gostamos de repetir a declaração do escritor aos Hebreus quando diz: “...a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” Hb 11.1. Entretanto, entregar-se de “corpo e alma” a esta convicção, encarná-la de forma a fazê-la transpirar por todos os nossos pensamentos, palavras e atos é algo bem diferente. Creio que Ezequiel evitou ser leviano, não desejou mentir nem pra Deus, nem pra si mesmo.
Mas, para ter o privilegio de ver ossos secos cobrindo-se de vida é necessário fé. É ainda o escritor aos Hebreus quem declara: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus.”Hb11. 6.  Na verdade sem fé não só não agradamos a Deus como também nos tornamos desagradáveis em nós mesmos e àqueles com os quais convivemos. Viver sem fé é murchar diante da vida. É nos assemelhar a um balão desprovido da chama que aquece o ar interior e que o torna capaz de romper com a força da gravidade. É ficar frios e pesados diante da vida. É viver esvaziado de sonhos, de projetos, de desejo de superação, de conquista. É nos render ao pessimismo e ao conformismo covarde. Não há como ser agradáveis vivendo assim.
Em terceiro lugar.
III.           É necessário ouvir e obedecer a voz de Deus.
Nem sempre é fácil obedecer à voz de Deus. Na maioria das vezes significa romper com o pensamento corrente, andar na contramão das crenças e das praticas; quer a nível sociológico, filosófico e não poucas vezes teológico e religioso. Além de muitas vezes ser necessário ouvir o que mais ninguém ouve e até mesmo contemplar o invisível. Também por isso não é fácil ouvir e obedecer a voz de Deus.
Por outro lado é a indisposição em ouvir e obedecer a voz Deus que nos lança fora do paraíso e nos faz definhar nos desertos da vida.
Há uma declaração, exposta por Asafe no Salmo 81, que expressa com muita clareza o sentimento de Deus em relação a atitude de seu povo; “Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria mão contra os seus adversários.”
A voz de Deus sempre nos chama a um redirecionamento, a um abandono daquilo que nos resseca a alma, murcha e descolore a vida. Desafia-nos a endireitar nossos caminhos a rever nossos atos.
A voz de Deus amorosamente nos persegue e busca levar-nos enxergar onde estamos e graciosamente nos acena a voltar à Casa de Deus, a comunhão com o Pai.
A voz de Deus acalma a tempestade da alma, faz sossegar o coração. A voz de Deus tem o poder de relativizar e silenciar todas as outras vozes destruindo a duvida e restabelecendo a certeza. Quanto a ouvimos ressuscita em nós a esperança, a alegria, o entusiasmo, a vida em abundância. 
Uma coisa impressionante no texto é que Deus parte de principio que os ossos secos podem sim ouvir a Sua voz: “...Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.” 37. 4.
Para Deus não há caso perdido, não há limite ultrapassado. Jesus disse que Ele: “Não esmagará a cana quebrada, nem apagara a torcida que fumega..” Mt 12. 20.  Se por um lado Cristo não se ilude com os seres humanos por outro ele também não desiste, não abandona, não descarta.
É impressionante como andamos, muitas vezes, na contramão desta postura de Jesus. Quantos pastores e ovelhas são descartados por apresentarem pecados ou simplesmente por não ajustarem-se aos nossos moldes quer doutrinário quer de usos e costumes.
Por mais quebrado que estejas, por mais apagado que tenha se tornado, por mais ressequido que esteja a sua alma, Deus agora está a lhe dirigir as mesmas palavras: “ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.” Continua reverberando na alma humana a voz de Deus que questiona: “Adão onde estas.” A voz de Cristo que chama: “Vinde a mim, todos voz que estais cansados e sobrecarregados , e eu vos aliviarei.”Mt 11. 28.  “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.” Ap 3.20.
Aos ossos secos do passado e do presente Jesus continua a dizer: “... Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” João 10. 10. Portanto, se Deus esta permitindo ouvir a voz dele agora, não endureça o seu coração.

Em quarto lugar.
IV.           É necessário profetizar transformação.

Deus ordena a Ezequiel que profetize sobre aqueles ossos secos. Profetize transformação, mudança, renovo, ressurreição, vida.
No versículo 11 encontramos o padrão de pensamentos e palavras que ocupavam os sentimentos e as conversas do povo. “Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todos exterminados.” Ez 37. 11.
O significado da visão do vale cheio de ossos secos é exposto com clareza. É o próprio Deus que estabelece a relação simbólica entre o seu povo e o vale dos ossos secos.
Isso significa que Deus conhece o que se passa conosco, o que nos habita e debilita. Os sentimentos que nutrimos, as dores que padecemos, as fragilidades que hospedamos, os medos diante dos quais nos apavoramos, as fraquezas com as quais lutamos. É capaz de perceber em nós a ausência de sonhos, o pessimismo, o sentimento de derrota, de desespero, a sensação de buraco existencial, a síndrome de Elias.
Mas não deseja que vivamos assim. Mesmo que esta realidade seja produto de abandonarmos a Deus, de nos rebelarmos contra Ele, de colocar outros valores em seu lugar, ou conseqüência de realidades que fogem ao nosso controle, o desejo de Deus é ver-nos restaurados, renovados, arrancados de nossas fraquezas.
Para isso é necessário profetizar vida, superação, transformação, ressurreição, plenitude de vida.
Este era o desafio de Ezequiel e continua sendo o nosso desafio.
Vivemos um momento de muita desesperança, de sonhos frustrados, de seguranças minadas, de expectativas que dão claros sinais de não se cumprir. A crise econômica tem escala mundial. Muitos estão convivendo com o fantasma do desemprego, com um futuro incerto. O progresso tem se mostrado uma mentira, e deixa cada vez mais visível o rastro de destruição e de frustração.
A conseqüência disso é que assumimos um padrão de pensamento cada vez mais opressivo, derrotista, fatalista, medroso. A semelhança de Israel são milhares que estão hoje a dizer: “...os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados.”
Este comportamento, via de regra, sempre foi o padrão do pensamento humano, entretanto, Deus nos diz que não podemos nos conformar a este modo de encarar a vida, quer a nível pessoal, familiar, ou social.
Apostolo Paulo nos convida a sermos agentes de transformação de nos mesmos alterando a nossa maneira de pensar. Em Romanos 12 ele nos exorta a não nos conformarmos com este século – com o padrão de pensamento secular – mas que transformemo-nos pela renovação de nossa mente para que possamos experimentar coisas boas, agradáveis e perfeitas.
Não é um desafio para mudar o mundo e sim mudar a nos mesmos. Até porque há muitos exemplos de indivíduos cuja atitude mudou para melhor o meio onde vivem. Se de um lado somos produtos do meio, de outro reside em nos a força para romper com o meio, para quebrar paradigmas. Paulo sabia disso e por isso nos faz um duplo desafio: negativamente, que não nos conformemos; positivamente, que renovemos o nosso pensamento.
Dos doze espias enviados por Moises para fazer um levantamento da terra prometida só dois tinha “outro espírito”. Uma forma positiva de ver a realidade, uma visão encharcada de fé, de esperança, de superação. Este tipo de pensamento/atitude os preservou durante quarentas anos, impediu que ficassem prostrados no deserto, os tornou diferenciados e os levou a alcançar os objetivos que toda uma geração deixou escapar.
Não há duvida que existem muitos ossos secos. Quer a nível pessoal, familiar, financeiro, físico, emocional, espiritual, relacional. Ossos secos que roubam vitalidade, dinamismo, alegria de viver, comunhão com as pessoas e com Deus, esperança e o direito a uma vida plena do Espírito de Deus.
A boa noticia é que somos convidados a profetizar mudança neste quadro por mais caótico que se apresente. Que Deus está disposto a mudar a realidade na medida em que crendo, profetizemos o ressurgimento, a transformação da realidade.
É preciso mudar a nossa maneira de pensar, de ver, de falar. Necessário se faz ouvir a voz de Deus, crer que os ossos secos podem ser invadidos pela vida plena. Profetizar transformação, restauração, vitoria, libertação, santidade vida plena. Podemos sim experimentar as coisas boas, agradáveis e perfeitas.

Conclusão:
Ezequiel após ser confrontado e desafiado com a visão do vale dos ossos secos sabia que precisava agir. Diferente da experiência no monte da transfiguração onde Pedro, de tão encantado, propõe construir tendas para ali permanecer, Ezequiel certamente não desejava permanecer sendo consumido por aquela horrenda e deprimente visão.
Ouviu a voz de Deus, sabia o que deveria ser feito. Transformado pela renovação na forma de sentir, pensar e falar, sabia que precisava abrir a boca e permitir que dela jorrasse fé, esperança, transformação, ressurgimento, novidade de vida. Encontrava-se agora grávido de sonhos, de possibilidades, de vitorias a ser alcançadas em Deus.
Após a visão Jeremias é devolvido à realidade. Os fatos, as circunstancias, os desafios continuam os mesmos mas, ele tinha uma nova maneira de encarar, uma nova mensagem a profetizar. A promessa de Deus aquecia sua alma, dando-lhe a necessária convicção que ossos secos podem sim, ouvir a voz de Deus e ser revitalizados.
A semelhança de Ezequiel, somos igualmente desafiados a mudar a nossa maneira de pensar, a nos deixar habitar por um “outro espírito”. Um espírito de superação e não de conformismo, de esperança e não de desespero, de fé e não de incredulidade, de otimismo e não de pessimismo, de vitoria e não de derrota, de amor e perdão e não de ódio e retaliação, de união e não de separação, de alegria e não de tristeza.
Olhe para você agora, para seus ideais, para os sonhos que foram abandonados. Pense em sua família, nos amigos e eventuais inimigos. Na sua situação espiritual, intelectual, material.  Em tudo que possa ser identificado como ossos secos, nas áreas que você já perdeu a esperança, que não mais acredita ser possível mudança.
Creia agora, em nome de Jesus, profetize transformação. Encha-se de novo animo para se preparar, estudar, trabalhar. Visualize os ossos secos sendo visitados pela plenitude de vida. Elabore planos, persiga sonhos e transforme-os em realidade em nome de Jesus. Torne sua fé operante e assim viva uma vida agradável diante de Deus e dos homens, fabrique você mesmo sua historia de transformação, alimentado pelo poder Deus.
Que Deus lhe conduza em vitoria em nome de Jesus. Amém!

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