[Estudo sobre adoração] Dois tipos de adorador, o aprovado e o reprovado.





“E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao senhor.
E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.
Mas para Caim e para sua oferta não atentou o Senhor.

O texto acima fala de dois tipos de adoradores, que nos dias de hoje estão lotando as igrejas pelo mundo afora.

O fato de Deus não ter aceitado a oferta de Caim não tem a ver com o tipo da oferta, mas sim com a qualidade da oferta. Uma vez que a bíblia esta cheia de outras referencias onde diz que Deus aceita oferta do que a pessoa tiver, como Grãos, Frutos, Cereais.

A Oferta de Manjares

Os Israelitas ofereciam manjares (cereais) ou legumes além dos animais. LevÍtico capítulo 2 menciona 4 tipos de ofertas de cereal, e dá instruções de preparo para cada uma. O pecador poderia oferecer massa de farinha de trigo assada em um forno, cozida em uma forma, frita em uma panela, ou amassada para fazer pão (como na oferta das primeiras frutas). Todas as ofertas de manjares eram feitas com óleo e sal e nenhum mel e fermento seria usado (óleo e sal preservaram, enquanto o mel e fermento deteriorariam). O adorador também traria uma porção de incenso (puro incenso).

As ofertas de manjares eram trazidos a um dos sacerdotes que levaram isto ao altar e lançaram uma "porção memorial" ao fogo e fazia o mesmo com o incenso. O sacerdote comia o restante, a menos que ele mesmo estivesse trazendo a comida como oferta, e ele queimaria ela por inteiro.

O propósito da oferta de manjares era um oferecimento de presentes, e fala de uma vida que é dedicada a dar, e à generosidade.


As Ofertas Pacíficas

A oferta pacífica era uma comida que foi dada pelo Senhor, aos sacerdotes, e às vezes ao cidadão comum. O adorador trazia bois ou vacas, ovelhas, ou uma cabra. O ritual foi comparado com o das ofertas queimadas, até ao ponto de queimar, onde o sangue de animais era vertido ao redor das extremidades do altar. Foram queimadas a gordura e as entranhas, e o restante era comido pelos sacerdotes, e, (se fosse uma oferta expontânea) pelos adoradores. Este sacrifício de louvor e ação de graças era quase sempre, um ato voluntário.

As ofertas pacíficas, incluíram bolos sem levedura. Os sacerdotes comiam tudo, menos a porção comemorativa dos bolos, e certas partes do animal, no mesmo dia que o sacrifício foi feito, e quando o adorador os levava juntos, como oferta voluntária, o adorador poderia comer durante 2 dias do animal inteiro, menos o peito e a coxa direita que era comida pelos sacerdotes.

Jacó e Labão deram suas ofertas pacíficas quando eles fizeram o seu pacto (Gen 31:43 ss). era exigido fazer estas ofertas quando se fizesse um voto de consagração à Deus, e Lhe agradecendo com louvores enquanto, espontaneamente, se traziam as ofertas voluntárias.


A Oferta pelo Pecado

As Ofertas pelo pecado expiavam, (liquidavam a dívida por completo) das fraquezas e fracassos não intencionais dos adoradores e fracassos diante do Senhor.

Lev 4:1-4 FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando uma alma pecar, por ignorância, contra alguns dos mandamentos do SENHOR, acerca do que não se deve fazer, e proceder contra algum deles; Se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá ao SENHOR, pelo seu pecado, que cometeu, um novilho sem defeito, por expiação do pecado. E trará o novilho à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR, e porá a sua mão sobre a cabeça do novilho, e degolará o novilho perante o SENHOR.

Cada classe do pessoas tinha várias ordenanças para executar:

Os pecados do sumo sacerdote requeriam o oferecimento de um touro, e o sangue não era vertido no altar mas aspergido do dedo do sumo sacerdote 7 vezes no altar. Então a gordura era queimada, e o restante era queimado (nunca comido) fora do arraial "em um lugar limpo" onde o sacrifício era feito e as cinzas se despejavam.

Lev 4:12 "Enfim, o novilho todo levará fora do arraial a um lugar limpo, onde se lança a cinza, e o queimará com fogo sobre a lenha; onde se lança a cinza se queimará."

Os pecados dos líderes requeriam o oferecimento de um bode. O sangue era aspergido somente uma vez, e o restante era vertido ao redor do altar como com o oferecimento queimado.

Os pecados do povo requeriam animais fêmeas, cabras, cordeiros, rolas, ou pombos e no caso de ser muito pobre, um oferecimento de grãos era aceitável só como um oferecimento de manjares.

Os pecados não intencionais eram difíceis identificar e poderiam acontecer a qualquer hora, e então os sacerdotes trabalhavam de perto como mediadores com Deus e o povo, e instruíam as pessoas sobre como eles buscariam ao Senhor. No caso de qualquer pecado cuja oferta não foi trazida diante do Senhor, havia ofertas para a nação e para o sumo sacerdote que os cobriam de um modo coletivo. No Dia da Expiação (Yom Kippur) o sumo sacerdote aspergia sangue no propiciatório para os seus próprios pecados e pelos pecados da nação.


As Ofertas pela Culpa

A Oferta pela culpa era bem parecida com a oferta pelo pecado, mas a diferença principal era que a oferta pela culpa era uma oferta em dinheiro para pecados de ignorância relacionados à fraude. Por exemplo, se alguém enganasse sem querer a outro por dinheiro ou propriedade, o sacrifício dele devia era ser igual à quantia levada, mais um quinto para o sacerdote e para o ofendido. Então ele reembolsou a quantia levada mais 40%.

Lev 6:5-7 " Ou tudo aquilo sobre que jurou falsamente; e o restituirá no seu todo, e ainda sobre isso acrescentará o quinto; àquele de quem é o dará no dia de sua expiação. E a sua expiação trará ao SENHOR: um carneiro sem defeito do rebanho, conforme à tua estimação, para expiação da culpa trará ao sacerdote; E o sacerdote fará expiação por ela diante do SENHOR, e será perdoada de qualquer das coisas que fez, tornando-se culpada. "

Em resumo: Existem dois tipos de adoradores.

1º Adorador Religioso.
É aquele que o mundo está cheio, é o tipo que usa a musica como forma de relaxamento emocional para poder se sentir melhor, ele chora de remorso, mas nunca de arrependimento, canta alto, mas não para Deus, apenas para que todos vejam o quanto é espiritual, se arrepia por alta sugestão musical, se a musica for agitada ele pula, roda e salta, se a musica for congregacional e reflexiva ele dorme no culto, Se a musica fala de conquistas e sonhos ele sublima, mas se fala de sacrifício ele desdenha.

2º O Verdadeiro Adorador.
É aquele que vive a musica no dia-a-dia, na pratica diária, não apenas no momento em que a musica toca, mas sua vida é uma adoração, seu falar, seu modo de olhar. Quando alguém se lembrar dele, Deus estar intrínseco na as lembranças.

No evangelho segundo João 4:23-24 o Senhor Jesus, em seu clássico diálogo com a mulher samaritana, declara: Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.
Hoje, há quase dois mil anos após aquela declaração, Deus continua contando com verdadeiros adoradores. Quem são os verdadeiros adoradores?
1. Os Verdadeiros Adoradores são Aqueles que Conhecem a Deus e são Conhecidos por Deus.
Deus não vive numa busca desenfreada por qualquer tipo de adorador que o adore de qualquer maneira. Ele é e sempre será adorado de verdade por aqueles que verdadeiramente lhe pertencem. O verbo grego zeteo (procurar, buscar) sugere exatamente isso. O Pai busca seus eleitos com o intuito de torná-los seus adoradores.
Lembremos da história do profeta Elias e de seu lamento. Por duas vezes ele se queixou a Deus: "Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida" (I Reis 19:10,14). É como se Elias dissesse assim para Deus: "Senhor, está um caos tremendo em Israel, e eu mesmo não vejo solução para esse país. E tem mais, o Senhor também está com um problemão porque ninguém mais pensa em te adorar, a não ser eu é claro". A resposta de Deus ao profeta desmotivado foi: Conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou (I Reis 19:18). Mais tarde o apóstolo Paulo vai se utilizar desse episódio para falar do futuro de Israel:
Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura refere a respeito de Elias, como insta perante Deus contra Israel, dizendo: Senhor, mataram os teus profetas, arrasaram os teus altares, e só eu fiquei, e procuram tirar-me a vida. Que lhe disse, porém, a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal. Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça. E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça (Romanos 11:1-6).
Ainda hoje o Senhor conta com o remanescente fiel, não só de judeus, mas também de gentios que formam, juntos, a verdadeira igreja do Deus vivo. Portanto, não se iluda, o Senhor conhece os que lhe pertencem (cf. II Timóteo 2:19) e por esses (você é um deles?) sempre será verdadeiramente adorado.
Não se esqueça: É importante e fundamental conhecer a Deus para que ele seja verdadeiramente adorado, porém, mais importante do que conhecer a Deus é ser conhecido por Deus (veja Mateus 7:21-23; Tito 1:16).
E como os verdadeiros adoradores adoram o Pai?
2. Os Verdadeiros Adoradores Adoram em Espírito e Em Verdade
Nosso Senhor ensinou à samaritana que quem conhece Deus de fato, só pode adorá-lO em espírito e em verdade. Estudiosos da Bíblia têm dado diversas interpretações para a expressão "em espírito e em verdade" de João 4:23-24.  Parece razoável entendermos que, ao estabelecer o modo correto de adorar a Deus, isto é, em espírito e em verdade, Jesus estava criticando o culto judaico e o culto samaritano.
Os samaritanos acreditavam que adoravam o mesmo Deus dos judeus, mas não aceitavam as mesmas Escrituras dos judeus, a não ser os cinco primeiros livros, o Pentateuco de Moisés. Como não aceitavam os demais livros da revelação divina (por acharem que eram invenções dos judeus), o culto dos samaritanos era defeituoso. Por isso Jesus disse à mulher: "Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus" (v22). Os samaritanos adoravam "em espírito", isto é, adoravam aquele que eles não conheciam "com alegria e verdadeiro entusiasmo". Mas e daí? Não adoravam "em verdade" porque rejeitavam 34 livros do Velho Testamento, a Bíblia de então. A revelação de Deus nas Escrituras é progressiva; portanto, é impossível conhecê-lO verdadeiramente ficando apenas com os cinco primeiros livros da Bíblia. Por outro lado, os judeus aceitavam toda Escritura. Por isso conheciam Deus e tinham tudo para adorá-lO corretamente. "Tinham tudo", mas não o faziam. Os judeus se limitavam à formalidade de um culto onde o espírito não estava presente. Faltavam emoção, vida e alegria no culto judaico.
Contudo, uma nova era estava surgindo para a adoração. Logo, logo, tanto judeus como samaritanos compreenderiam que para adorar a Deus o que menos importava era o espaço físico. O que conta "não é onde se deve adorar, mas a atitude do coração e da mente, e a obediência à verdade de Deus quanto ao objeto e o método de adoração. Não é o onde, mas o como e o quê o que realmente importa". Deus quer homens e mulheres que O adorem com o espírito dos samaritanos e a verdade dos judeus.

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