O MINISTÉRIO DO APÓSTOLO - PARTE 3

Parece-me que Paulo compreendia genuinamente o que significava ser um
verdadeiro “apóstolo de Jesus Cristo”. Crescentemente sinto meu próprio coração sendo
atraído por aquilo que Paulo descreveu como a verdadeira vida e serviço apostólico. Ele, de
modo singular, se apresentava aos santos com os quais se relacionava apostolicamente
como um lançador de alicerces, como um pai, e como um amigo afetuoso. E poderíamos
dizer que estes aspectos da vida apostólica são realmente seus ingredientes essenciais.
UM LANÇADOR DE ALICERCES
Em 1 Coríntios 3:10,11, Paulo relembra aos Coríntios: “Lancei o fundamento como
prudente construtor... porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto,
o qual é Jesus Cristo”. Literalmente, o verso 11 seria assim: “Porque ninguém pode lançar
outro fundamento, além do que ESTÁ SENDO POSTO (gerúndio), O QUAL (um pronome
relativo masculino) é JESUS CRISTO”.
Do ponto de vista de Paulo, o fundamento certo não foi lançado uma vez por todas, e
era uma pessoa e não uma coisa. O fundamento estava sendo lançado numa operação
continua do Espírito Santo. A razão desta continuidade é simplesmente porque o
fundamento é enxerto progressivo de uma pessoa, Jesus Cristo, e não apenas uma doutrina
ou credo sobre ele que se aprende uma vez por todas. A ortodoxia de Paulo era a pessoa do
próprio Jesus Cristo vivendo abundantemente dentro dos coríntios, e não um punhado de
explicações ou credos sobre ele! Para ele o fundamento não era um credo ou uma definição
da verdade, mas uma experiência – a experiência contínua do próprio Jesus Cristo! Muitos
hoje estão tentando “lançar alicerces” e ensinar “doutrina fundamental” (como eu
vergonhosamente devo confessar que fazia antigamente no meu zelo juvenil), mas o
resultado são apenas novas causas de divisão no corpo de Cristo, porque não estão
lançando o fundamento do PRÓPRIO JESUS CRISTO! O que estão ensinando nada mais é
do que macetes técnicos e interpretações especializadas de diversas verdades das
Escrituras – os quais podem ser todos bons e importantes, mas não fundamentais, pelo
menos no conceito que Paulo tinha de fundamental. Para Paulo, o próprio CRISTO JESUS,
e o desfrutar pleno e abundante da sua vida, e uma alegria abundante e transbordante
formavam o fundamento sobre o qual a casa de Deus se edificava!
UM PAI
Paulo, como apóstolo, também era pai. Ele podia escrever acertadamente aos
coríntios: “Vos escrevo estas coisas... para vos admoestar como a filhos amados. Porque
ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo não teríeis, contudo, muitos pais; pois
eu pelo evangelho vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus
imitadores” (1 Co 4:14-16). Em virtude desta posição que ocupava nos seus corações, ele
podia então admoestá-los como um pai quando erravam e se desviavam rumo a desastre –
“alguns se ensoberbeceram... Que preferis? Irei a vós outros com vara...? (vv. 18-21). Ele
ocupava este lugar de respeito entre eles e não tinha medo de usar esta posição quando (e
somente quando) a correção era necessária para salvá-los de desastre. Caso contrário,
como no caso dos filipenses, Paulo não assumia tal atitude de autoridade. Ele era
simplesmente um irmão para estes crentes que constituíam uma igreja bem ajustada sob a
devida paternidade dos seus próprios “bispos e diáconos” locai (Fp 1:1). Entre comunidades
bem ajustadas como estas ele era simplesmente “servo de Cristo Jesus” (Fp 1:1).
O uso correto de autoridade apostólica no presente mover do Espírito Santo precisa
ter prioridade nas nossas preocupações. Alguns grupos de comunhão vão tropeçar e se
desintegrar porque não têm nenhuma paternidade apostólica para sustentá-los na hora de
necessidade. Outros grupos serão praticamente engolidos por alguma nova denominação do
“Corpo de Cristo” liderada por “superapóstolos” ambiciosos que percorrem o país
colecionando igrejas. Que o Senhor continue levantando homens de verdadeira paternidade
apostólica! E que nossas orações fervorosas e cheias de fé sirvam para este fim!
UM AMIGO AFETUSOS
A característica do ministério apostólico de Paulo que é mais tocante e provavelmente
foi a mais eficaz no seu trabalho de edificação era o seu relacionamento afetuoso e devoto
com seus irmãos e irmãs na família de Deus. Se relacionamento apostólico com as pessoas
não era rígido e impessoal, nem eclesiástico e formal. Paulo amava efetuosamente as almas
dos homens. Ele escreveu aos coríntios: “Vos tenho dito que estais em nossos corações
para juntos morrermos e vivermos” (2 Co 7:3). Aos filipenses ele podia escrever: “...porque
vos trago no coração... Pois minha testemunha é Deus, da saudade que tenho de todos vós,
na terma misericórdia de Cristo Jesus” (Fp 1:7,8). E como ele amava os tessalonicenses!
Para eles, escreveu: “Assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos, não
somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a nossa própria vida, por isso que vos
tornastes muito amados de nós” (1 Ts 2:8)! A Timóteo, seu mui amado filho na fé, ele
escreveu: “...sem cessar me lembro de ti... estou ansioso por ver-te...” (2 Tm 1:3,4). Também
a Filemon ele podia escrever de Onésimo, seu filho recém-nascido na fé: “Eu to envio de
volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração” (v.12). Se já houve alguém que
amasse, foi Paulo – intensa, afetuosa e carinhosamente. A força do seu ministério apostólico
não derivava de uma estéril exatidão doutrinária, nem de um sistema rígido e impessoal de
autoridade. Paulo amava com o amor do Espírito Santo! Ele conquistava os corações dos
homens com seu amor e ganhava uma posição entre eles através da sua afeição firme e
devota. E sua autoridade entre homens e igrejas surgiu destes tipos de relacionamentos.
O Senhor Jesus está novamente agraciando sua igreja com apóstolos – homens
enviados como embaixadores para fundar e edificar sua igreja gloriosa em todo lugar. Que
nós como seu povo tomemos juntos uma posição de fé a fim de que estes homens sejam
dados para este ofício santo na igreja do nosso Senhor. Amém!
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