A Salvação d Alma - Seu Meio: a Cruz

"Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á." (Mateus 10:39)

Vamos continuar com nosso estudo da salvação da alma. "Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada." (Mateus 10:34). Porque o Senhor disse isto desta forma? Porque todos pensam que Ele veio trazer paz para a terra. Para corrigir este conceito, Ele diz abertamente aos seus ouvintes que não veio trazer a paz mas a espada. Mais tarde veremos que esta paz mencionada aqui não se refere ao assunto de paz e não guerra entre nações no mundo; antes, se refere a certas situações e relacionamentos na família.
"Não vim trazer paz, mas espada" - O que significa esta palavra? Por espada o Senhor não tem em mente uma arma usada em combate ou no campo de batalha. Ele simplesmente coloca que veio trazer uma espada para a terra. Simeão não disse a Maria logo após o nascimento de Jesus, "sim, e uma espada traspassará a tua própria alma, para que se manifestem os pensamentos de muitos" (Lucas 2:35)? Aqui em Mateus 10 o uso da palavra espada tem o mesmo significado. Significa que ao longo da vida de uma pessoa ela pode não navegar em calmaria, mas muito pelo contrário ela terá dificuldades como se fosse uma espada traspassando por sua alma. Por isso o que o Senhor está tentando dizer é que Ele veio não para nos fazer desfrutar mas para nos ferir.
"Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;" (Mateus 10:35). Este verso começa com a palavra conjuntiva "porque" - indicando que as palavras seguintes explicam a palavra "espada" mencionada no verso anterior. Naturalmente falando, o relacionamento entre pai e filho é geralmente considerado como sendo muito agradável, mas este relacionamento agora será marcado pela alienação. A filha será alheia à sua mãe, a nora será alheia à sogra, e assim por diante.
"E assim os inimigos do homem serão os da sua própria casa." (verso 36). Ter um inimigo é ter amargura. Os da sua própria casa os quais você ama virarão suas faces contra você, ferindo o seu coração. Agora haverá hostilidade e rancor no seu lar.
"Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não e digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não e digno de mim." (verso 37). Duas vezes neste verso Jesus menciona as palavras "não e digno". Você já perguntou porque devemos amar mais o Senhor do que nosso próprio pai ou mãe ou filho? Se no mundo você ama mais uma pessoa do que o Senhor, você não está pronto para ser Seu discípulo. Para ser discípulo de Cristo você precisa amar completamente o Senhor. Esta é a condição para ser Seu discípulo. É completamente impossível para você amar o Senhor e a outra pessoa igualmente ao mesmo tempo.
"E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim." (verso 38). Este verso é a soma do que foi dito antes - esta é a cruz! O que significa tomar a cruz? O Senhor não disse que aquele que não toma sua carga e segue após mim não é digno de mim. Não, Ele diz que quem não toma a sua cruz e segue após mim não é digno de mim. Uma carga não é uma cruz. Carga é uma coisa inevitável; cruz, entretanto, está sujeita à escolha da pessoa e portanto pode ser evitada.
O que a primeira cruz histórica foi, assim as incontáveis pequenas cruzes que vêem depois serão; assim como a cruz original foi escolhida pelo Senhor, a cruz de hoje também precisa ser escolhida por nós.
Algumas pessoas assumem que estão carregando a cruz sempre que elas estão passando alguma privação ou se encontram angustiadas. No entanto, isto não é verdade porque estes tipos de coisas podem naturalmente acontecer com qualquer pessoa até mesmo se aquela pessoa não é um crente. Todas as cruzes que alguém toma precisam ser escolhidas por ela mesma. Por esta razão a pessoa deve se guardar contra um erro aqui, que é, não se deve criar cruzes para si mesmo. Devemos tomar a cruz, não criá-la.
Portanto é um grande engano considerar tudo o que recai sobre nós como sendo cruzes para tomarmos. Quaisquer cruzes que nós mesmos criamos não são reconhecidas como cruzes a serem tomadas.
O que então é uma cruz? Deve ser parecida com o que o Senhor mesmo disse: "Meu Pai... seja feita a tua vontade" (Mateus 26:42). O Senhor disse ao Seu Pai para não responder conforme a vontade do Filho, mas conforme a vontade do Pai. Isto é a cruz. Tomar a cruz é escolher a vontade que o Pai decidiu. Posso dizer sinceramente que se nós não escolhemos a cruz diariamente, não temos cruz para carregar. Se o Senhor tivesse esperado até que a cruz viesse até Ele aqui na terra, como seria possível para Ele ter sido o Cordeiro Imolado desde antes da fundação do mundo? Pois Ele não tinha escolhido a cruz no céu quando Ele estava lá e então "esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz". (Filipenses 2:7 e 8). Nosso Senhor realmente escolheu a cruz "Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade para retomá-la." (João 10:18). De acordo com o mesmo princípio, nossa cruz deve ser alguma coisa a qual nós mesmos escolhemos.
Nas áreas de nossas roupas, comidas, e moradias nós também temos escolha. Podemos escolher o que vestir, o que comer, e como morar. O grau de como buscamos estas coisas deve se estender até nossas necessidades naturais nestas áreas. Se buscamos estas coisas para satisfazer nossas luxurias, não estamos tomando a cruz. Não podemos prescrever quem deve vestir tal roupa, comer tal tipo de comida, ou viver em tal tipo de casa; mas qualquer um que desejar extrair extrema satisfação destas coisas não toma a cruz. Ninguém se atreve a dizer o que você deve ter ou o que você não deve ter. Ao contrário, você é quem deve perguntar se sua alma extrai desfrute e satisfação destas coisas.
Qualquer coisa que supra suas necessidades é permitida por Deus. Roupa, comida, e abrigo são coisas legítimas. No Velho Testamento podemos ver Deus provendo estas coisas para os filhos de Israel. Portanto Ele nunca pretendeu ter seus filhos totalmente ocupados com este assunto. Se procurarmos por absoluto desfrute nestas áreas não estaremos tomando a cruz.
Quão freqüentemente as pessoas não estão vestidas para proteger o corpo e não estão comendo para satisfazer sua fome mas para buscar puro desfrute. Todos os requerimentos naturais devem ser supridos; mas a luxuria proveniente da carne não deve ser satisfeita. Nada deve ser em excesso.
Deus realmente intervém na roupa, comida, moradia, e viagem do homem? De fato Ele intervém. E esta intervenção se constitui na cruz. Vamos ilustrar este assunto: Quando Adão estava no Jardim do Éden, todas as suas provisões necessárias eram devidamente supridas. Ele poderia comer os frutos de todas as árvores exceto o fruto de uma árvore que era a árvore do conhecimento do bem e do mal. Então ele comeu desta árvore porque seu fruto proibido era bom para comer e agradável para os olhos mas não porque ele iria preencher sua necessidade natural, isto se tornou uma luxuria para ele. O que Deus permite está restrito à necessidade natural; qualquer coisa que exceda isto é impróprio e considerado como coisa do mundo tais como roupa, comida, e abrigo; e por esta razão devemos buscar somente o suprimento das necessidades e não a gratificação das luxurias. Devemos tomar a vontade de Deus como regra absoluta nestas coisas. De outra maneira, poderemos seguir a vontade da carne ou nos satisfazendo completamente ou até maltratando nosso corpo como se fossemos mais santos que os outros. Precisamos ver que nenhum extremo é aprovado por Deus em sua palavra; Ele nem nos diz que desfrutemos das coisas deste mundo nem nos declara que o acético destrato do corpo tem algum valor contra a satisfação da carne (ao contrário, compare I João 2:14 e 15 e Colossenses 2:23).
"Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á." (Mateus 10:39). Este verso conclui a passagem de Mateus 10 que estávamos estudando. O que então significa tomar a cruz? Significa que uma pessoa perde sua vida da alma por amor a Cristo, é ferida em seu coração por amor a Cristo e sofre angustia e tristeza - tudo isto é o perder da alma. Algumas pessoas se recusam sofrer ou disciplinar seu desejo emocional; e por permitirem que suas almas desfrutem excessivamente, certamente perderão suas almas.
Perder a alma por amor ao Senhor não é deixar sua alma ser satisfeita em suas exigentes luxurias e deleites. Se por amor a Cristo deixamos de buscar o que naturalmente mais gostamos, isto será reconhecido como perder a alma por amor a Ele.
Vamos reconhecer que o significado de ganhar a alma hoje se aplica igualmente para o ganhar a alma no futuro; e o significado de perder a alma agora é o mesmo que perder a alma no futuro. Os seus significados devem manter os mesmos. Em outras palavras, perder a alma por amor ao Senhor denota a recusa de permitir que a alma seja gratificada e favorecida hoje, e perder a alma no futuro significa negar à alma satisfação e desfrute no reino. Quando aquele dia vier, ou seja, quando o reino chegar, algumas pessoas terão a sua alma satisfeita enquanto que outras terão suas almas insatisfeitas. Todo aquele que nesta era satisfez os desejos de sua alma com excessivo desfrute alem das necessidades naturais não terá nada no reino futuro. Igualmente, todo aquele que por amor ao Senhor perdeu estas coisas nesta era será plenamente satisfeito no reino da era vindoura. Todo aquele que vencer o mundo será recompensado no reino. Isto é absolutamente certo.
A salvação do espírito é concedida na hora em que cremos no Senhor. A salvação da alma depende do que fazemos (praticamos N.T.) hoje. Caso você ame roupas, comidas, e amigos e tem tudo isto para satisfação de sua alma, deixe-me dizer-lhe com a autoridade do Senhor que você perderá a glória do reino. "Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir." diz o Senhor, mas "Aí de vós, os que agora estais fartos!" (Lucas 6:21 e 25). Porque magoar os que estão fartos? Porque eles já estão satisfeitos agora. Porque os que choram são abençoados? Porque eles serão satisfeitos no futuro. Esta, então, é a diferença entre o ai e a bem-aventurança.

Lucas 14:25 a 35


"Ora, iam com ele grandes multidões; e, voltando-se, disse-lhes:" (verso 25). Porque havia semelhante multidão indo com o Senhor? Porque Ele tinha acabado de pregar o evangelho. Como indica a parábola que precede este verso, Ele convida um grande número de pessoas para virem. De fato, todo aquele que quer comer vem. Muitos são cristãos; como é muito bom ser salvo. Como é bom ser nascido de novo e possuir a graça de Deus. Estas pessoas vão com o Senhor, e Ele volta-se para lhes falar. O que dá para entender do que Ele dirá é isto: Sim, vocês são salvos; mas se vocês querem me seguir, vocês terão que preencher certas condições. Ele então eleva o padrão da verdade, pois Ele não abaixará o critério ordenado por Deus por causa de uma grande multidão. Portanto podemos nós nos abster de falar das verdades nobres do reino, com seu reinado e outras coisas mais, por causa dos homens?
A porta pela qual os que crêem no Senhor Jesus são salvos é ampla, mas a porta pela qual os que O seguem e são glorificados com Ele é estreita. 'Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora."(João 6:37). Isto é salvação. No entanto há condições para os que desejam seguir o Senhor e ser Seu discípulo.
"Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo." (Lucas 14:26). Aqui o Senhor reconsidera a questão concernente à alma. Ele primeiro menciona o pai e a mãe e esposa e filhos e irmãos e irmãs; então Ele menciona a alma. Se alguém está apto a não olhar para sua alma como preciosidade, ele é livre de todas as amarras. Deve-se pôr de lado qualquer coisa que contente e pacifique a alma.
O Senhor não disse que se deve lançar fora seu pai e mãe e esposa e filhos e irmão e irmãs. O que Ele disse é que se deve livrar-se da vida natural para que se possa reunir todo seu amor o qual se tem por outras pessoas para então amar mais o Senhor. Isto é um dever. Antes de um homem começar a segui-Lo, uma barreira formidável é colocada diante dele pelo Senhor. Se ele puder superar esta barreira, ele estará apto para vencer qualquer coisa no futuro. O Senhor não espera para pôr esta barreira depois que se entrou pela porta. Não, a barreira está ali logo no início. E aquele que supera esta barreira está pronto para ser discípulo do Senhor.
Depois que Cristo salva uma pessoa, a primeira coisa que se levanta na porta do discipulado é esta condição. O Senhor não estabelece esta condição três ou cinco anos depois que a pessoa nasce de novo. Se uma pessoa será Seu discípulo é um assunto a ser decidido bem no princípio.
"Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo" (verso 27). Isto explica o verso precedente. O que acontece é o levar a cruz.
Então o Senhor apresenta três parábolas para ilustrar o levar a cruz.

1 - Parábola da edificação de uma torre (versos 28 a 30)


"Pois qual de vós, querendo edífícar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar?" (verso 28). O Senhor fala sobre contar os gastos. Não podemos facilmente conceber que o significado aqui é que se não temos fundo não devemos continuar com a idéia de construir uma torre? No entanto se fosse assim, o Senhor não teria chamado a grande multidão (os quais têm muito pouco) para segui-Lo. Será, então, que por causa da falta de fundos não precisamos construir? Não, nada disso. Porque se todos põem tudo o que têm, ninguém poderá dizer que há insuficiência de fundos. O que o Senhor realmente quer dizer aqui é que: se uma pessoa deseja pôr tudo o que tem para construir uma torre. Por exemplo, se a construção da torre custará $500 e o homem deseja gastar apenas $300 para guardar os $200 restantes para outros propósitos, isto não pode ser considerado como não ter fundo suficiente. O fundo se tornou insuficiente somente porque ele guardou uma parte para outros propósitos que não o de construir a torre. Aquele que guarda amor para outros não está pronto para amar a Cristo. Deve-se aborrecer seu próprio pai e mãe e esposa e filho e irmãos e irmãs - e até mesmo sua própria vida - com a finalidade de tirá-los para fora do seu coração. Cristo não pergunta quanto uma pessoa dá mas se ela deu tudo a Ele.
"Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou a edífícar e não pode acabar." (versos 29 e 30). Este será o fim daquele que não deseja amar o Senhor totalmente. Ele tem que parar de construir a torre depois de ter posto os alicerces porque guardou um pouco para si e não deseja dar tudo para o Senhor.

2 - A parábola da guerra (versos 31 e 32)


"Ou qual é o rei que, indo entrar em guerra contra outro rei, não se senta primeiro a consultar se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?" (verso 31). Mobilizar dez mil não significa que dez mil são todos os soldados que o rei tem. Isto simplesmente significa que ele deseja usar somente dez mil. Se ele mobilizar a nação inteira sem dúvida será vitorioso.
"No caso contrário, enquanto o outro ainda está longe, manda embaixadores, e pede condições de paz." (verso 32). Isto é dizer que se o rei não deseja pôr em jogo toda a sua tropa, é melhor para ele pedir por condições de paz e reconhecer sua derrota.
Aquele que deseja investir tudo na construção ou na guerra encontrará exatamente o necessário; mas se ele guarda um pouco para si, experimentará muita insuficiência. Suponha que eu vá a uma livraria para comprar uma Bíblia, e ela custe $60 que é tudo o que tenho. Se pago somente $10, naturalmente não será suficiente; mas mesmo, que eu pague $59 e guarde somente $1 para mim, isto ainda não será suficiente. Portanto é absolutamente certo que aquele que não toma a sua cruz e segue totalmente o Senhor não é digno nem capaz de ser um discípulo do Senhor.
Não é devido a insuficiência, mas por guardar um pouco para si. Por isto o não guardar nada para si é a cruz. Devemos colocar tudo sobre a cruz. Alguns podem perguntar como sabemos que esta parábola nos ensina a necessidade de colocar tudo sobre a cruz? Porque isto é o que o Senhor mesmo explica no verso seguinte.
"Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possuí, não pode ser meu discípulo." (verso 33). Este verso comenta as duas parábolas acima. O problema com estas duas pessoas já mencionadas não está no fato de elas não terem o suficiente mas em elas não desejarem gastar tudo. Quão freqüentemente queremos ambos; estamos como que divididos entre amar o mundo por um lado e amar o Senhor por outro. Para nós amar inteiramente o Senhor, não podemos; porém amar somente o mundo é algo que nos faz sentir envergonhados por ser injusto para com o Senhor. Da relutância de qualquer um em gastar tudo para construir a torre e ainda de estar receoso para não gastar pelo menos um pouco, o resultado será o de ter posto a fundação mas a torre ficará inacabada. Por estar despreparado para entregar todos os seus guerreiros, a única saída que resta para uma pessoa é a de enviar um embaixador para pedir condições de paz. Este tipo de pessoa precisa desconsiderar o assunto de ser discípulo do Senhor. Para ser discípulo de Cristo, alguém precisa renunciar tudo o que tem. Ele não pode segurar o mundo com uma mão e com outra o Senhor. Ele precisa pôr de lado um ou outro - se não o mundo, então Cristo.

3 - A parábola do sal (versos 34 a 35)


Esta parábola retrata as conseqüências para estas duas classes de pessoas sobre as quais acabamos de discutir. De acordo com Mateus 5:13 ("vós sois o sal da terra'), sal aqui em Lucas deve apontar para os cristãos.
"Bom e o sal; mas se o sal se tornar ínsípído, com que se há de restaurar-lhe o sabor?" (verso 34). O sal é bom, porque é proveitoso para o homem. O sabor significa o ser posto a parte e ser santificado. Como é de tremenda importância para o cristão ser separado do mundo. Se o sal perder seu sabor, como poderá salgar novamente? Por exemplo, uma pessoa compra um pedaço de carne fresca e pensa em dar sabor a ela colocando sal. Se não há sal, como ela pode fazer com que a carne fique salgada? Ou se o próprio sal perder seu sabor, como ela pode fazer carne salgada? "Não presta nem para terra, nem para o monturo; lançam-no fora." (verso 35a). Este verso fala da conseqüência de perdermos nosso sabor cristão, por perder nossa separação do mundo.
'Terra" representa o reino. Colocar no reino de Deus um cristão sem sabor é muito improvável.
"Monturo" é um lugar desonrado e sujo, e por isso sugere o inferno ou o lago de fogo. Pôr um cristão que perdeu seu sabor no inferno é igualmente improvável, pois ele já esta salvo.
Lançam-no fora" - Já que ele está incapacitado tanto para o reino como para o inferno, ele deve ser lançado fora; quer dizer, ele deve ser lançado para fora da glória do reino.
"Quem tem ouvidos para ouvir, ouça." (verso 35b). Isto é palavra de advertência. Qualquer coisa que nos faz ser desassociada de Cristo nos faz perder nosso próprio sabor. Sabor é poder, falta de sabor é fraqueza. Como é sério este assunto! Devemos não amar o mundo. Precisamos ao invés disto amar o Senhor -e de todo nosso coração. De outra forma, não teremos parte no reino. A questão não é quanto tenho feito, mas se estou sobre o altar. Vamos nos consagrar ao Senhor hoje, porque poderá ser muito tarde quando aquele dia (o dia da Sua volta) chegar.

Todas as três parábolas nos informam sobre a vida de um crente que não perdeu sua alma hoje. A razão do porque não gastar todos os fundos para construir a torre, porque não mobilizar todas as forças para lutar numa batalha, e porque tornar-se sal sem sabor ou degenerado por se misturar com o mundo é o amor que se tem pela própria alma, é o não estar desejando deixar-se sofrer ou abandonar os encantos do mundo. Para uma pessoa como esta, a glória do reino futuro só é fracamente visto porque ela cuida somente do momento presente. Se ela tivesse desejado negar as demandas da sua própria alma por negar-se a si mesmo, tomando a cruz e fazendo a vontade de Deus, não teria sido difícil para ela construir ou lutar, abandonar seu pai, mãe, esposa, filhos, irmãos, irmãs, e até mesmo sua própria vida, e ser totalmente separado do mundo para se tornar sal com sabor. Se nesta era não perdermos nossa alma mas ao invés disto fizermos o que gostamos, ou se nossa consagração é imperfeita, seremos lançados fora durante o tempo do reino e seremos ridicularizados por termos falhado no discipulado.

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