A Doutrina da Salvação: Soteriologia

A Doutrina da Salvação: Soteriologia
A salvação é recebida através do arrependimento dos pecados diante de Deus e da fé em Jesus Cristo.
Pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo de Deus, o homem é justificado pela graça, mediante a fé, tornando-se herdeiro de Deus, de conformidade com a vida eterna.

Deus e a Origem da Nossa Salvação

A Salvação preparada para o mundo perdido nasceu no coração de Deus.

Por isto a multidão salva, vestida de vestes brancas, cantará nos céus: ?Salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono? (Ap 7.10).

No dia da queda do homem, Deus prometeu enviar um Salvador, Ele disse a respeito da semente da mulher: ?esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar? (Gn 3.15).
Na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher (Gl 4.4).

A promessa se cumpriu literalmente, foi uma expressão do seu amor:
?    ?Deus amou o mundo de tal maneira...? (Jo 3.16).
?    ?Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo? (2Co 5.19).

Se a morte na cruz foi tremenda para Jesus, também o foi para Deus.

Foi o seu grande amor que pagou o sacrifício, e foi a sua justiça que recebeu o preço de sangue pago por Jesus (Hb 9.24-26).

Na cruz foram provadas e mantidas quatro coisas importantes:

1. O amor de Deus (Rm 5.8-10);
2. A sabedoria de Deus que se revelou na cruz (1Co 1.18-25), com uma profundidade insondável (Rm 11.33-35);
3. O poder de Deus (1Co 1.24-25);
4. A justiça de Deus. Diante dos céus, do inferno e de todo o mundo a sua Palavra foi cumprida!

O Significado da Salvação

De todas as palavras empregadas para definir a experiência transformadora que é o encontro do homem com Deus, ?salvação? é a mais usada.
A palavra salvação significa, em primeiro lugar, ser tirado de um perigo, livrar-se, escapar.
A Bíblia fala da salvação como a libertação do tremendo perigo de uma vida sem Deus (At 26.18; Cl 1.13).
Tradução da palavra grega soterion, tem a significação de ?tornar ao estado perfeito?, ou ?restaurar o que a queda causou?.

A salvação desfaz, assim, as obras do diabo (1Jo 3.8).

Seria difícil explicar o significado da salvação sem frisarmos o Antigo Testamento (Sl 39.8), quando descobrirmos nas ações (Jz 3.9) e palavras Divinas (Is 43.11-12) a natureza redentora de Deus (Jr 17.14-18).

Quando entendermos pelas palavras dos profetas as suas predições sobre aquEle que estava para vir a fim de concluir o plano de Deus.
Deus usou métodos tanto no passado, presente e usará no futuro.
Deus sempre teve seus representantes para anunciar a Salvação.
Mas os obstáculos eram tão grandes, que sempre carecia da ajuda do próprio Deus.

As naturezas de Deus e do homem.
Uma das evidências anunciada pela Palavra de Deus é que ela mostra um Deus Salvador e redentor (2Sm 22.3).
Deus livrou o seu povo de todas as aflições não deixando de destacar os inimigos nacionais e individuais (Sl 18.4).
Todas as pessoas precisam de um Salvador, pois o homem não pode salvar a si mesmo (Lc 17.33).
E este Salvador é Jesus (Jo 12.47).
Assim como Deus tem a natureza salvadora em Jesus, o homem discorre uma vida pecaminosa iniciando com o primeiro casal se cobrindo e escondendo de Deus (Gn 3), O homicida Caim (Gn 4), até os fatos do Apocalipse 20.
A natureza salvadora de Deus tem tido uma evidência na obra salvadora.


No Diário de Anne Frank ela cita uma das palavras mais comuns ouvidas até nos dias de hoje:
?A humanidade precisa de educação, e não de Salvação?.
A humanidade precisa da Salvação, como:

?    Salvação da morte (Mt 8.25);
?    Das enfermidades (Mt 9.22);
?    Da possessão demoníaca (Lc 8.26-33);
?    E principalmente da morte Espiritual (1Co 1.21).

O Amor e a Santidade de Deus.
Deus é Santo, mas o homem é ímpio.
Quimicamente falando é uma mistura heterogênea, seria impossível misturar o óleo e a água.
Jesus morreu por nós sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8).
Pelo amor de Deus entregamos nossos pecados a Jesus (Rm 4.25).
A Santidade de Deus abrange tanto o Novo quanto o Antigo Testamento (Js 24.19; Lc 1.49).
Pelo seu grande amor Ele não justifica o ímpio (Êx 23.7).
Deus é imparcial na justificação (Pv 17.15).
O amor de Deus é algo imensurável, se lembrarmos dos sofrimentos de Jesus na cruz do calvário, e Deus ficou impassível aos fatos, tudo isso foi por amor ao homem (Jo 3.16).
Diz a Palavra que Deus deu seu filho. Quando damos algo a alguém, essa pessoa tem o domínio sobre o bem adquirido, Deus deu seu filho em favor dos homens, por isso Deus ficou de mãos amarradas quanto aos sofrimentos de seu filho.
Jesus suportou a cruz, para a felicidade nossa. Por isso Ele julgará o mundo com eqüidade (Sl 98.9).
Não aceitará propinas, pois nada se iguala a sua morte de cruz (Dt 10.17).

A Bondade, A Graça, e a Misericórdia de Deus.
A mensagem da Salvação deve ser encarada pelo homem com santidade, retidão.

1. A bondade de Deus:

?    Deus é Bom (Sl 34.8; 100.5);
?    Deus é abençoador (Sl 119.68);
?    Não quer que ninguém se perca (2Pe 3.9);
?    Deus é longânimo (2Pe 3.15).

2. Sua Graça:

?    Para os dons (1Pe 4.10);
?    A graça na revelação (1Pe 1.13);
?    Graça de chegar ao trono (Hb 4.16);
?    A graça para a Salvação (Tt 2.11).

3. Misericórdia:

?    Por Maria (Lc 1.48);
?    Para os que o temem (Lc 1.50);
?    Para a Salvação (Lc 1.72).

Sem estes fatores primordiais em hipótese alguma poderíamos ter a Salvação, Deus sendo onipotente pode dar ao homem o direito de ser salvo, mas através de Jesus temos o direito de ser chamados filhos, não só filhos mas também herdeiros (Rm 8.16?17).
A obra salvadora foi realizada por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mas o decreto foi de Deus Pai.

O Propósito de Deus

Somente podemos entender os planos e métodos de Deus para a salvação (Rm 13.11) através de um estudo detalhado das Escrituras (2Tm 3.15).
A salvação é a grande obra espiritual de Deus com relação ao homem (Fp 1.19).
Através de sua presciência , Deus tinha plena consciência de que o homem haveria de cair em pecado, antes mesmo da criação Deus já sabia.

Mesmo assim Deus não mudou seus propósitos, fez o homem e deu-lhe responsabilidade e deveres (Ef 1.4).
A onisciência de Deus seria uma arma poderosa para Ele simplesmente parar com o mundo; vejamos:

1. Criou o homem, o homem pecou;
2. Criou os anjos, os anjos foram lançados para baixo;
3. Criou as nações, as mesmas estão se acabando através das guerras;
4. A natureza, a mesma está sendo consumida pelos produtos químicos;
5. deu inteligência para o homem, o homem não sabe usar.

Ora, vejamos bem, era só Deus não ter criado, tinha evitado dissabores.
Pois Ele já de antemão sabia todos os resultados. Mais Deus é misericordioso e quer que o homem se salve.


O propósito de Deus na natureza humana.
Quando o homem pecou, ocasionou a perda de sua inocência e santidade (Jó 31.33), mas isso não o privou de todo conhecimento espiritual (1Tm 2.14). Deus tem providenciado para que esse conhecimento nunca acabe (Rm 1.20).

O propósito de Deus é que o homem chegue ao conhecimento da Salvação.
Mais somente pode entender e chegar ao conhecimento da Salvação quem conhecer e quer se livrar da escravidão do pecado.

Note bem a história tanto secular como os fatos narrados pela Bíblia Sagrada mostram-nos que as mais diversas nações tinham seus deuses e praticavam sacrifícios para eles, mais em nenhuma vez mostra que os deuses tinham compaixão do povo.

Os sacrifícios eram uma forma de apaziguarem os deuses.
Mesmo nos nossos dias quantos sacrifícios em vão.

O propósito de Deus nas Escrituras.
Sabendo que o Novo Testamento é o comprimento do Antigo, temos que voltar ao Antigo para entender o propósito de Deus (Gn 3.15).
É Deus quem determina as coisas, Ele espalha, Ele ajunta (Dt 30.3).
Deus tem propósito somente com aquele que Ele ama (Gn 4.4).
Caim trouxe uma oferta sem fundamento, pois ele irou-se profundamente.
Quando Deus deu ao povo de Israel a tábua da lei era um propósito de fidelidade mútuo que ambos firmaram, mais Israel não cumpriu.
Deus enviou os Profetas, os Sacerdotes, Reis, Juizes, e hoje temos a Igreja.

Deus nunca deixou seu propósito cair por terra.
Na fase intertestamentaria quando o povo ficou sem profeta durante aproximadamente 400 anos, não foi porque Deus havia deixado de olhar para a humanidade, mas era uma preparação para o recebimento do Messias, o povo estava sedento das coisas de Deus, mesmo assim Deus enviou João Batista primeiro (Mc 1.2),

Ele veio como anjo do Senhor.
A Igreja através dos irmãos lavados e remidos pelo Sangue de Cristo são Anjos de Deus a serviço da Salvação.

A extensão da obra da salvação.
A Bíblia nos diz que todo que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.15). Somente temos vida por Jesus (Jo 6.33,35).
É uma promessa universal (At 2.21; 3.21). Por isso que defendemos que o sacrifício de Jesus foi genérico (Jo 10.11), Jesus morreu por todos, mais todos que reconhecem o sacrifício de Jesus tem que se chegar a Ele (Rm 5.18).
Não há distinção de pessoas, raças, ou posição social (Cl 3.11). É somente crer (Mc 16.15-16). A obra da salvação não pode ser restringida a determinada camada da sociedade, pois o sacrifício vicário de Jesus foi para todos (At 14.27). Jesus fala: meu sangue que é por muitos derramados, simplesmente Ele estava desvinculando os que crêem e não crêem na obra salvífica do Senhor (1Jo 2.1), este advogado é somente para quem o constituiu.

Os Métodos de Deus

Deus tem um só plano de Salvação, isso não quer dizer que Deus age de um só modo (Hb 1.1), ou seja, Deus tem um só plano.
Dentro deste plano existem vários métodos.
Vejamos um exemplo: o cordeiro de Deus era conhecido com efeito antes da fundação do mundo, porem manifestado no fim dos tempos (1Pe 1.20).
Para Eva a solução da separação do homem com Deus estava resolvida no nascimento de Caim, ela disse ?Adquiri um varão do Senhor? (Gn 4.1).

Puro engano, Caim tornou-se mais tarde um assassino.
Os métodos de Deus não poderiam vir imediatamente, quando lemos: ?Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei? (Gl 4.4).
Os métodos não quer dizer único método. O plano é um só, mas os métodos são as estratégias de Deus. Não é o homem quem determina para Deus, mais é o inverso, Deus é quem determina para o homem.

O aguardo do tempo de preparação tinha um tríplice objetivo, vejamos:

?    Revelar ao homem a verdadeira natureza do pecado e a grande depravação em que a raça humana havia caído;
?    Revelar a verdadeira incapacidade de preservar ou obter de novo um conhecimento adequado a Deus ou livrar-se do pecado através de filosofia e de arte;
?    Ensinar que os verdadeiros perdões somente são possíveis através do ato substitutivo.


No passado.

Deus não muda, mas seus métodos freqüentemente os fazem. Deus colocou nossos pais, lá no jardim do Éden (Gn 2.15).
Um lugar perfeito. Deus tomou todas as providências para a felicidade do homem. Mas ao submeter ao mais simples testes, o homem caiu. Como conseqüência, ambos: homem e mulher tornaram-se culpados perante Deus. Deus providenciou uma salvação ao homem caído.
Foram dessa maneira as alianças (Aliança significa pacto, conserto; entre homem e homem ou entre homem e Deus).
São oito as alianças, a saber:

Edêmica (Gn 2.16),
Adâmica (Gn 3.15),
Noética (Gn 9.16),
Abraâmica (Gn 12.2),
Mosaica (Êx 19.5),
Palestiniana (Dt 30.3),
Davídica (2Sm 7.16)
E a Nova Aliança (Hb 8.8).

É bom saber que Deus sempre agiu para a recuperação do homem caído, mais é bom entendermos que para cada época existiu um método apropriado.

No período antediluviano, Deus deu a oportunidade para que o homem fosse levado de volta a Deus através de sua consciência.

A Palavra de Deus nos diz que Caim foi um assassino, mas Deus teve piedade através da descendência de Sete, com o passar dos tempos casaram entre si e houve a mistificação.

Trazendo desagrado a Deus. Em todos estes métodos ou épocas o homem sempre decepcionou a Deus.

No presente.

Um método totalmente mudado teve por conseqüência o presente (1Co 1.30).
O período da Igreja. Foi uma nova sistemática, ou seja, Deus usando seu filho como o Salvador. O método usado foi pela morte de Jesus. Foi expiado o pecado dos crentes do Velho Testamento (Hb 11.37-39).
Bem como os crentes do Novo Testamento (Rm 3.21-26). Deus agora oferece Salvação através do seu Filho (Hb 11.40).
Antes dessa época o plano da salvação era um plano obscuro.
Mas hoje é um plano claro e evidente para qualquer pessoa que queira conhecê-lo. Somente é exigido que o pecador aceite o que Deus providenciou em Cristo. Se o homem aceitar pela fé a oferta da vida ele é nascido de novo (Jo 3.16).
O Espírito Santo vai trabalhando na vida do homem de maneira que o seu trabalho provoque a regeneração no íntimo do homem.
E o mesmo espírito aperfeiçoe a santidade na vida do crente. Isso não quer dizer que o homem responde prontamente ao convite da salvação.
Muitas vezes demora muito tempo para entender o que Deus quer em nossa vida.

No futuro.

Deus tem prometido uma melhor mudança para o período do reino.
Cristo deve reinar em todos as áreas nas quais o pecado entrou. Ele já veio uma vez, mas o povo não lhe deu ouvido (Jo 1.11).
Mas Jesus virá novamente e desta vez vai assumir o controle de tudo (Ap 11.15), pela força. Israel será o centro desse reino.
Esse período vai começar com um mundo convertido.
Muitas pessoas vão nascer no milênio, mas nem todos serão convertidos.
Não é o reinado que vai fazer o mundo ficar justo. Mas somente a graça de Deus pode fazer uma transformação no coração individualmente do homem.

Vai haver salvação no futuro como houve no passado e está havendo no presente, somente com a atuação de Deus tem tido métodos para cada momento.
No Armagedom o Senhor vai julgar as nações que vieram contra Ele, acorrentará a Satanás.
Apenas os Salvos da terra serão deixados para irem ao reino.

Todas as nações virão adorar no Monte Sião.
Será uma época de muitas decisões mais nem todos serão verdadeiros crentes.

A Obra de Cristo na Salvação

A obra de Cristo é a coluna central do plano de Deus para a redenção.
É o eixo central no qual gira todo o sistema. Ela não se restringe somente a oferta sacrificial de Jesus.
A obra de Jesus aqui na terra é um fator tão bem detalhado que desde a escolha de seu nome tinha que ser um nome propício para tal (Mt 1.21). Mas isso já estava no plano de Deus (Is 49.6).
A promessa de Deus era para que um só Deus pudesse ser o Salvador (Os 13.4).
Jesus veio para buscar e Salvar os que havia perdidos (Lc 19.10).
A obra salvadora é evidenciada em Jesus (1Tm 1.15).
A obra de Cristo para a Salvação tem que passar pelo sacrifício. O escritor aos Hebreus nos fala de um melhor sacrifício (Hb 10.1-14), ou seja, o sacrifício perfeito.
O sacrifício está presente em quase todas as culturas, mais o sacrifício perfeito somente está imbuído no verdadeiro cristão através de Jesus Cristo.
Desde os tempos passados o sacrifício jamais foi deixado de lado, mas sempre está presente. Isso não muda na vida do crente, Hebreus 9.22 diz que quase todas as coisas se purificam com o sangue.
Mas sem sangue não há remissão de pecados. O sangue de Jesus Cristo vertido lá no calvário.

A humilhação.

Jesus foi humilhado, primeiro ele teve de renunciar (Fp 2.7-8).
Renunciou a sua majestade sendo martirizado não recebendo o justo direito de nobreza superior, pois era nobre do céu.
Uma das mais humilhantes formas foi Jesus se humanizar, pois o homem representava o fracasso, o pecado, mais Cristo se fez pecado por nós (2Co 5.21).
Foi tentado por nós (Hb 4.15).

Ele se tornou legalmente responsável por nossos pecados sujeitos a maldição da lei (Gl 4.4). Deus o enviou.
Quando Jesus foi crucificado passou uma dúvida cruel na cabeça dos seus seguidores, ?se ele tem poder porque se sujeita a uma morte tão horrenda?.

O sacrifício.
É importante frisar a palavra: o sacrifício. Vejamos no Antigo Testamento, Deus queria sacrifício de Israel (Êx 29.28).
Na páscoa lembramos da figura do cordeiro (Êx 12.1-13). Quando no Antigo Testamento se colocavam as mãos no sacrifício significava (isso é meu sacrifício), isso é: ele esta sendo sacrificado em meu lugar.

Hoje a conotação mudou, em João 1.29 Cristo é o cordeiro, Isaías 53.7 diz como um cordeiro.
Jesus foi sacrificado por nós. O sacrifício de Jesus não é chamado sacrifício simplesmente porque ele foi morto em nosso lugar, mas vejamos alguns aspectos:

?    Morava nos lugares celestiais, teve que renunciar;
?    Era príncipe no céu, veio como um qualquer na terra;
?    Vivia no paraíso, teve que trabalhar para se sustentar;
?    Tinha vida (literalmente falando) eterna no céu, teve que experimentar a morte, etc.
Foi um sacrifício não só pela morte, mais pela vida e pela existência.

A vitória.

O profeta Isaias descreveu com uma veracidade tremenda a vitória de Jesus (Is 53.11).
Quando todos pensaram que Jesus havia se acabado, foi ai que ele cresceu (Mt 16.18).
Jesus desceu ao hades (Ef 4.9) e venceu.
Tinha a carne mortificada, mas o espírito vivificado (1Pe 3.18), Pregou até aos espíritos em prisão (1Pe 3.19), Jesus foi conquistando vitória, e a maior vitória foi a salvação da humanidade.
Em vida Jesus teve as maiores vitórias que um homem pode desejar, vejamos: contra o diabo, na tentação; na cura dos paralíticos, dos cegos; nas ressurreições; no endemoniado de Gadara e principalmente na morte de cruz e na ressurreição, Jesus é um eterno vencedor, a Igreja é vencedora.
A evidência interior da salvação é o testemunho direto do espírito (Rm 8.16) ? ?O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus?.
A evidência externa da salvação a todos os homens é uma vida de retidão e de verdadeira santidade (Ef 4.24) ? ?E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade?.

Questionário

?    Assinale com ?X? as alternativas corretas

1. É recebida através do arrependimento dos pecados diante de Deus e da fé em Jesus Cristo
a)0 A coroa da vida
b)0 A ceia do Senhor
c)0 A salvação
d)0 A vida abundante

2. O propósito __________ é que o homem chegue ao conhecimento da Salvação
a)0 Da religião
b)0 De Deus
c)0 Da teologia
d)0 Da ciência

3. É errado afirmar
a)0 A obra de Cristo é a coluna central do plano de Deus para Israel
b)0 A obra de Cristo é o eixo central no qual gira todo o sistema
c)0 A obra de Cristo não se restringe somente a oferta sacrificial de Jesus
d)0 A obra de Jesus aqui na terra é um fator tão bem detalhado que desde a escolha de seu nome tinha que ser um nome propício para tal

?    Marque ?C? para Certo e ?E? para Errado

4.0 A obra da salvação pode ser restringida a determinada camada da sociedade, pois o sacrifício vicário de Jesus não foi para todos
5.0 Deus tem um só plano de Salvação, isso não quer dizer que Deus age de um só modo


Aspectos da Salvação

Graça.
É o poder dinâmico de Deus que provêm imerecidamente para capacitar o homem a desejar e fazer a Sua vontade (Fp 2.13; 1Co 1.4,5; 15.10; 2Tm 1.9; Tg 1.18; 2Co 3.5; Hb 13.21; Is 26.12; Jr 10.23; Pv 16.9; 20.24).

Predestinação.
É o conselho ou decreto de Deus concernente aos homens decaídos, incluindo a eleição soberana de uns e a justa reprovação dos restantes (Rm 8.29,30; 9.11-24; Ef 1.5,11).
Os dois aspectos da predestinação são:
?    Eleição: É o ato eterno de Deus pelo qual Ele, em seu soberano beneplácito , e sem levar em conta nenhum mérito previsto nos homens, escolhe certo número deles para receberem a graça especial e a salvação eterna;
?    Reprovação: É o decreto eterno de Deus pelo qual Ele determinou deixar de aplicar a certo número de homens as operações de sua graça especial, e puni-los por seus pecados, para a manifestação da sua justiça. Os dois aspectos da reprovação são preterições e condenação.

Vocação.
Vocação ou chamada é o ato de graça pelo qual Deus convida os homens, através de Sua Palavra, a aceitarem pela fé a salvação providenciada por Cristo (1Co 1.9; 24,26; 1Ts 2.12; 1Pe 2.9; 5.10; Mt 11.28; Lc 5.32; Jo 7.37; At 2.39; Rm 8.30; Gl 1.15; Ef 4.1; 4.4; 2Ts 2.14; 2Tm 1.9).

União.
É a ligação íntima, vital e espiritual entre Cristo e o Seu povo, em razão da qual Ele é a fonte da sua vida e poder, da sua bem-aventurança e salvação (Ef 5.32; Cl 1.27).

Regeneração.
É o ato de Deus pelo qual o princípio de uma nova vida é implantado no homem, e a disposição dominante de sua alma é tornada santa.
É a comunicação de vida divina à alma, que implica numa completa mudança de coração (Ez 11.19; 18.31; 36.26; Jr 24.7; Rm 6.4,11, 13; Ef 2.6; Cl 2.12,13; Jo 5.21; Jo 10.10,28; 1Jo 5.11,12; Jo 1.12; 3.3,5).

Conversão.
É o ato exterior, visível e prático da salvação operada na vida do pecador regenerado (Lc 22.32).
Os dois aspectos da conversão são:
?    Arrependimento: é o aspecto negativo da conversão, porque implica no abandono do pecado e em dizer não para as coisas pecaminosas.
É a mudança voluntária e consciente, produzida na vida do pecador, efetuada pelo Espírito Santo, a qual atinge sua mente, seus sentimentos e conduz o pecador ao abandono voluntário do pecado (Mt 21.28-30; 2Co 7.9,10).
?    Fé: é o aspecto positivo da conversão, porque implica em voltar em direção a Deus e em dizer sim para a sua Palavra.
É um firme e seguro conhecimento do favor de Deus, para conosco, fundado na verdade de uma promessa gratuita em Cristo, e revelada às nossas mentes e seladas em nossos corações pelo Espírito Santo (As Institutas, III, 2, 7, Calvino).

Justificação.
É um ato judicial de Deus, no qual Ele declara, com base na justiça de Jesus Cristo, que todas as reivindicações da lei estão satisfeitas a favor do pecador (At 13.39; Rm 5.1,9; 8.30-33; 1Co 6.11; Gl 2.16; 3.11).
Na justificação estão incluídos o perdão, a adoção, a substituição vicária e a imputação.
Os dois aspectos da justificação são:
1. Adoção (aspecto positivo / o crédito é imputado).
É o resultado da ressurreição de Cristo e se dá por meio da imputação, na qual a justiça de Cristo, que dá o direito legal à adoção, é imputada ao crente.
A regeneração opera uma filiação moral enquanto que a adoção opera uma filiação legal.
2. Remissão ou Perdão.
É o aspecto negativo da justificação, pois quando Adão pecou, ele foi condenado pelo que fez de errado (iniqüidade), como também pelo que deixou de fazer de certo, errando o alvo (pecado).
Adão, então pecou por ação (iniqüidade = pecado consciente, voluntário, transgressão) e omissão (pecado. 1Jo 3.4).
Cristo em sua obra vicária corrigiu os erros de Adão, obedecendo passiva e ativamente, negativa e positivamente os mandamentos de Deus, pois a lei inclui mandamentos negativos (não adulterarás, etc) e mandamentos positivos (amarás a Deus, etc).
O perdão é, portanto o ato judicial de Deus pelo qual ele concede ao pecador, na cruz, os benefícios resultantes da obediência passiva de Cristo.
O perdão é resultado da morte de Cristo enquanto que a adoção (o aspecto positivo da justificação) é resultado da ressurreição de Cristo (Rm 4.25).
Na morte Cristo aniquilou o pecado, na ressurreição trouxe justiça. O perdão é operado mediante a substituição, a justiça é concedida por meio da imputação.
O perdão é concedido na cruz.
A justiça é imputada no tribunal de Deus (1Pe 3.18).

Adoção.
É o ato judicial de Deus, resultado prático da regeneração, pelo qual Ele declara seus filhos emancipados e herdeiros da vida eterna (Tt 3.7).
Adoção não deve ser confundida com regeneração, pois na adoção Deus coloca o pecador que já é seu filho regenerado na posição de filho adulto. Na adoção não há transformação interior (moral). A adoção não muda o interior do pecador, muda a sua posição perante Deus.
Deus não adota pecadores não regenerados, Deus só adota aqueles que já são seus filhos.

Imputação.
É o ato de Deus pelo qual Ele debita meritoriamente na conta da humanidade o pecado de Adão, e judicialmente na conta de Cristo o pecado da humanidade, e gratuitamente na conta da humanidade a justiça de Cristo. Imputação significa ?debitar?, ?atribuir responsabilidade? ou ?lançar na conta de alguém?. Paulo ensina esta doutrina quando assume a dívida de Onésimo(Fm 18,19). Do mesmo modo Jesus Cristo tomou a nossa dívida.

Substituição.
É o ato judicial de Deus pelo qual Ele pune os pecadores pelos seus pecados, provendo um substituto qualificado, sobre o qual recaiu todo o pecado e a culpa imputados à humanidade por causa do pecado de Adão (Is 53.4-7; 1Co 5.7).
Um substituto qualificado deveria possuir:
?    Perfeita Encarnação: deveria ter natureza humana completa para poder representar adequadamente a humanidade (Hb 2.14-17; 5.1; Jo 1.14).
?    Perfeita Identificação: deveria ter uma profunda identificação com o sofrimento humano (Hb 2.18; 4.15; 5.2,3). A nossa identificação com Cristo é tão perfeita que somos identificados com Ele na sua morte (Rm 6.3; Cl 2.12).
?    Perfeita Santidade: Um homem comum não seria um bom representante da raça humana. O substituto deveria ser santo, inocente, sem mácula , separado dos pecadores (Hb 7.23-27). Um mortal comum não poderia salvar ninguém, pois sendo mortal, não se salvaria nem a si mesmo.

Santificação.
É a graciosa e contínua operação do Espírito Santo pela qual Ele liberta o pecador justificado da corrupção do pecado, renova toda a sua natureza à imagem de Deus, e o capacita a praticar boas obras.

Perseverança.
É a contínua operação do Espírito Santo no crente, pela qual a obra da graça divina, iniciada no coração, tem prosseguimento e se completa, levando os salvos a permanecerem em Cristo e perseverarem firmes na fé. A perseverança representa o lado humano (Lc 8.15; Rm 2.7; Ef 6.18).

Segurança.
É a garantia eterna e imutável da salvação, iniciada e completada por Deus, no coração dos regenerados. A segurança representa o lado divino (Sl 89.28-37).

Redenção.
É o ato gracioso de Deus pelo qual Ele liberta o pecador da escravidão da lei do pecado e da morte (Rm 8.1,2), mediante o pagamento de um resgate (Rm 6.20-22; 1Co 6.19,20; 1Pe 1.18,19; Ap 1.5; 5.9; Gl 4.1-7).
1. A necessidade da redenção.
Todas as criaturas humanas da terra pertencem a Deus (1Co 10.26; Sl 50.12), mas não são todas de Cristo (Rm 8.9). O homem só se torna propriedade exclusiva de Cristo mediante a obra da redenção (1Co 6.19,20; Hb 2.13-15).
O mundo (sistema) é de Satanás (Lc 4.6; 1Jo 5.19) e as criaturas humanas que estão no mundo pertencem a ele (At 26.18; Mt 12.30; Mc 9.40), por isso era necessária a redenção, para que através de Cristo Deus resgatasse (comprasse) do mundo os que viriam a crer nele, para que através da redenção passassem a pertencer a Cristo (Jo 15.19; 17.14; 18.36; Cl 1.13).
Se um homem ainda não foi redimido, embora sendo criatura de Deus, continua sendo filho do Diabo, do qual é ele escravo (Jo 8.44).
Somente os filhos de Deus são verdadeiramente livres (Gl 2.4; 5.1; Rm 8.21; 2Co 3.17).
2. A natureza do redentor.
Deveria ser parente próximo da vítima. Era ele, o redentor (goel no hebraico) quem deveria resgatar o sangue da vítima assassinada (Nm 35.19-34; Js 20.3-5); era ele quem deveria resgatar a possessão da família que fora vendido (Lv 25.24,26, 51,52; 27.13,15, 19, 20,31; Jr 32.7); era ele quem deveria resgatar a pessoa cujo empobrecimento forçou-a a se vender a um não judeu (Lv 25.47-49).
Em Ezequiel 11.15 a expressão ?os homens do teu parentesco? significa ?os homens da tua redenção?. O redentor deveria preencher certos requisitos:
?    Deveria ter parentesco do escravo a ser resgatado (Rt 2.20; 3.9,12; 4.1,3 6,14);
?    Deveria ter meios com que pagar o resgate (Rt 4.6; Sl 49.7-9);
?    Deveria querer efetuar o resgate (Rt 3.13; 4.4; Rm 5.7);
?    Deveria ser livre e não poderia ser um escravo, um escravo não podia resgatar outro escravo.
3. Cristo é o nosso Redentor.
Ele se fez nosso parente próximo (Hb 2.14,15; Fp 2.7); Ele pagou com seu sangue (At 20.28; 1Pe 1.18,19); Ele nos resgatou voluntariamente (Jo 10.17,18); Ele não tinha pecado (2Co 5.21).

Reconciliação.
É a operação graciosa de Deus pela qual Ele reconcilia os pecadores consigo mesmo, por meio da morte de Jesus Cristo, removendo a inimizade (2Co 5.18-21; Cl 1.20-22).
O termo usado no antigo Testamento para reconciliação é expiação.
Os dois aspectos da reconciliação são:
1. Expiação.
A reconciliação (no grego: katallagê) tem seu aspecto negativo na expiação, que enfatiza a morte de Cristo para o perdão dos pecados em relação ao homem. (A justificação possui aspectos semelhantes a reconciliação.
É negativa e positivamente considerada:
(a) Perdão e (b) Adoção).
A expiação é a remoção da causa da inimizade do homem (Rm 5.10).
Na expiação a fraqueza, a impiedade e o pecado (mencionados em Rm 5.6-8), fatores causadores da inimizade são removidos.
Portanto expiação é o cancelamento da fraqueza (Rm 5.6), da impiedade (Rm 5.6) e especialmente do pecado (Rm 5.8; At 3.19).
Na expiação a ação se dirige para aquilo que provocou o rompimento no relacionamento, e se ocupa com a anulação do ato ofensivo.
2. Propiciação.
É a reconciliação em seu aspecto positivo, e por isso vai além da expiação, pois enfatiza a morte de Cristo em relação a Deus.
Na propiciação a ação se dirige para Deus, a pessoa ofendida.
O propósito da propiciação é alterar a atitude de Deus, da ira para a boa vontade e favor.
Na propiciação é a ira que é removida (Rm 5.9,10) e a amizade de Deus é restaurada.
Não é o caso de Deus mudar, mas sim de que sua ira é desviada (Sl 78.38; 79.8).
Em Êxodo 32.14 o termo:- arrepender é wayyinnahem, no hebraico, e hilaskomai, no grego, que significa ?ser propício?.
É também usado em Lamentações 3.42; Daniel 9.19; 2Reis 24.4.
É claro que se trata de linguagem poética, pois há passagens em que se diz que Deus se arrependeu de fazer o bem, como em Jeremias 18.10, como se o bem fosse causa para arrependimento.
Na expiação Cristo ofereceu-se pelos os homens, na propiciação Ele ofereceu-se à Deus (Hb 9.13,14; 1Pe 3.18).
A expiação extingue o pecado (a inimizade contra Deus), a propiciação extingue a penalidade do pecado (a ira de Deus) que é desviado para a cruz de Cristo (Rm 3.25).

Renovação.
É a operação graciosa de Deus que inclui todos aqueles processos de forças espirituais subseqüentes ao novo nascimento e decorrentes dele (Sl 51.10; 103.5; Is 40.31; 41.1; Cl 3.10).

Glorificação ou Ressurreição.
É a operação divina pela qual o crente regenerado há de ressuscitar corporalmente, tendo seu corpo abatido, transformado à semelhança do corpo glorioso do Senhor Jesus (Fp 3.21; 1Ts 4.13-17; 1Jo 3.2).

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