Mostrando postagens com marcador Esboços de Pregação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esboços de Pregação. Mostrar todas as postagens

[Esboço de Pregação] A Seiva da Oliveira - Romanos 11.17.

0 comentários

A Seiva da Oliveira - Romanos 11.17.
A semente da oliveira tem uma trajetória por todas as escrituras.
Israel é a Oliveira de Deus, Jesus é sua Seiva.
1 - Genesis 8.11. aparece pela primeira vez o raminho de oliveira no bico da pomba Simbolizando um povo que não se corrompe nem é destruido, aqueles que sobrevivem.
Israel foi espalhado sobre a terra, por quase dois mil e num só dia foram novamente reunidos.
“Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos (Is 66.8). 
14 de Maio de 2011, 63 anos desde o renascimento da Nação de Israel. A igreja que viu os filhos de Israel sendo obrigados a deixarem sua pátria, contempla agora o seu retorno. Tal fato deve ser motivo de alegria para toda igreja, pois este acontecimento aponta para a volta de Jesus, além de engrandecer e exaltar o nome do nosso Deus, pois nós, como conhecedores da sua Palavra, testemunhamos a soberania e fidelidade de Deus. A história de Israel segue em frente, trazendo de volta os judeus dispersos de todas as partes do mundo para a terra prometida (ver Ez 37.21,22; Am 9.14,15), até o grande dia em que Nosso Senhor Jesus Cristo voltará em grande poder e glória para estabelecer em Jerusalém o seu Reino Milenar de Paz (ver Mt 5.35; 24.30; 25.31-24).
2 - Salmos 52.8. Fala do proposito da oliveira: Nascer, florecer e frutificar.
3 - Salmos 128. Fala da capacidade de crescimento, a oliveira não depende apenas da semente para se multiplicar, as raizes da oliveira "caminham" abaixo do solo e rasgando para superficie um "joelho" de raiz formando ali uma nova arvore, uma unica arvore pode povoar muitos metros quadrados de outras arvores atraves dos "joelhos" que rasgam o chão.
4 - João 15.2. Aqui aparecem tres personagens, O lavrador, a planta e os ramos, Pela ordem... Deus o pai é o lavrador, Jesus é a oliveira e a igreja é os ramos, (em certo sentido Israel tambem pode ser os Ramos mas em segundo plano uma vez que a igreja foi eleita pela Graça para assumir a mais sublime posição diante de Deus). O lavrador cuida da oliveira, e aqueles rmos que não participam mais da Seiva são cortados e lançados no fogo.
     a) A seiva é vida para os ramos.
     b) A seiva alimenta os Ramos.
     c) A seiva cicatriza os ramos.
     d) A seiva é gera os frutos.
     e) A seiva é a vida de Deus.

“Se o fato de terem sido eles (os judeus) rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos? E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão. Se, porém, alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos;” (Rm 11:15-18).
  
O Senhor enxertou a oliveira brava na natural por três razões:



  1. Para ser participante da raiz (Abraão, Isaque, Jacó): as promessas e as bênçãos que tanto almejamos na Bíblia foram feitas a estes homens e suas gerações. Se quisermos ter parte nesta herança, temos que primeiro ser da família. Por ser participante da raiz, podemos ter certeza que as promessas e bênçãos prometidas a esses homens, chegarão até nós.
  2. Para ser participante da seiva (Jesus): seiva bruta é o líquido contendo, sobretudo íons minerais que sobe das raízes em direção as folhas, aos botões, as flores, circulando nos vasos do tronco. Essa subida resulta de forças ligadas a transpiração das folhas aos fenômenos da osmose e da capilaridade. Ao nível das folhas a seiva sorve água por transpiração e se enriquece em substâncias orgânicas (açúcares, aminoácidos, amidos produzidos pela fotossíntese). Torna-se então seiva elaborada que circula lentamente pelos tubos do líber, para alimentar as partes ativas da planta; é o sangue; substância; elemento vital, que dá força, vigor e energia.
  3. Para dar frutos: o fruto além de ser alimento é a base da continuidade da espécie da árvore. Quem se alimenta do fruto se torna participante da continuidade da vida.
Conclusão:

Agora que recebemos tão grande Graça capaz de fazer de nós, que nada éramos, participantes da herança daqueles que por direito a tinham e agora que recebemos vida nEle, que é a razão de tudo, devemos dar frutos de justiça e misericórdia, os quais fazem parte da natureza da árvore em que fomos plantados.

Fomos chamados para uma grande obra. Carregamos em nós o alimento e a cura para as nações (Ap 22:2).

Agora vá e frutifique, pois a árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada no fogo (Mt 3:10)! Mas a que dá frutos o faz em Cristo e para glória e louvor de Deus, o Pai (Fp 1:11).

Vencendo crises na familia e no lar!

0 comentários
Texto base – João 16.33

Introdução: A família tem sido alvo de grandes crises nestes últimos dias, crises que tem levado muitas vezes as desespero, derrota e fracassos. Mais é possível vencer as crises na família no nome precioso de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.


1.    Uma definição da palavra crise

Segundo o dicionário crise significa: um momento decisivo, uma alteração repentina no curso de algo, etc., a palavra crise segundo John Kennedy em discurso pronunciado em 12/04/1959, quando escrita no idioma chinês se compõe de dois vocábulos: um significa perigo e outro oportunidade. Devemos entender então que quando passamos por crises, corremos o perigo de fracassarmos, de esfriarmos na fé, mais temos também a excelente oportunidade se sermos verdadeiros campeões na fé.


2.    Diferentes tipos de crises

2.1.    crise financeira;
2.2.    crise espiritual;
2.3.    crise de decisão
2.4.    crise conjugal
2.5.    crise familiar


3.    Quem são os fazedores de crises

3.1.    O diabo;
3.2.    os invejosos;
3.3.    os murmuradores;
3.4.    os traidores;
3.5.    os cegos espirituais.


4.    Vidas sem crises

Se você nunca experimentar crises em sua vida, saiba que sua vida será uma vida:
a.    vida apagada – a crise vem sobre você, para q tua luz brilhe mais – Pv. 4.18
b.    vida medíocre – se você nunca passar por uma crise, você nunca viverá acima da mediocridade
c.    vida inútil – tua vida será inútil se nunca experimentar, o q você terá para contar de experiência para os outros.
d.    vida estéril – a crise vem sobre nós para nos tornamos frutíferos na vida cristã. Não seja um crente estéril. Então levante a cabeça e alegra teu coração, se estás passando por crise, é porque Deus quer ensinar a você a ser vitorioso(a)

5.    Fatores que levam uma família a entrar em crise

5.1.    Raiva, hostilidade e amargura – Colossenses 3.19; efésios 4.26-31, a palavra amargura no grego significa PIKRIA, indica o gosto amargo que certos alimentos trazem ao nosso paladar.
5.2.    Egoísmo – Lc. 6.38; I Jô. 3.17; Fp. 2.3,4
5.3.    Auto rejeição
5.4.    Depressão – Sl. 55.5-8
5.5.    Infidelidade conjugal – Malaquias 2.7,8,9; Colossenses 5.19-21

6. Exemplos de familias que passaram por grandes crises

6.1. A família da viúva que Eliseu aumentou o azeite – II Rs. 4.1-7
6.2. A família de Jó – Jó. 1.13-19
6.2.1.A família de Jó sofreu crise em 5 áreas vitais
•    Finanças; - perdeu bens financeiros
•    Saúde; - perdeu sua saúde
•    Filhos; - seus filhos morreram
•    Amizades; - perdeu muitos amigos
•    Casamento..- sua esposa estava amargurada, a ponto de dizer: amaldiçoa teu Deus e morre. Mais Jô superou a crise, e o Senhor lhe deu tudo outra vez. Glória a Deus!!!

6.3. A família de Lázaro – João 11.1-45
6.4. A família de Jairo – Lc. 8.40-56
6.5. A família da viúva de Naim – Lc. 7.11-17

7. Lições que podemos tirar das crises que enfrentamos

7.1. Elas nos abrem novos horizontes e perspectivas espirituais – Rm. 8.28
7.2. Elas nos tornam mestres na vida
7.3. Elas nos revelam os verdadeiros amigos
7.4. Elas nos identificam com Jesus
7.5. Elas nos aproximam de Deus – salmos 73.1

8. Como podemos vencer as crises na nossa família

8.1. Orando a Deus
8.2. Recordando as promessas de Deus para nós – I Co. 1.20
8.3. Conservando nosso entusiasmo
8.4. Adorando a Deus – Jó 1.6
8.5. Crendo de todo o nosso coração em Deus – João 11.40
8.6. sendo paciente – Salmos 32.2;37.7-9;Pv. 15.18;Ec. 7.8,9; Rm.5.3,4;Ap. 1.9; II Co. 6.4-6.
8.7. Prometendo a Deus celebrar sua vitória
8.8. Nunca desistindo de lutar.

Conclusão: Amado(a), saiba que em todo tempo de nossa peregrinação aqui, teremos sempre q nos depararmos com grandes crises, mais nem tudo está perdido, pois Jesus garante nossa vitória. Você hoje diz estou passando por uma grande crise, mais amanhã dirá: a crise está passando por mim, pois o choro pode durar uma noite, mais a alegria vem pela manhã. Deus abençoe você e sua família em nome de Jesus.Amém!!!


A Deus seja Glória

Avivando ossos secos. Ezequiel 37.1-14. [Esboço de Pregação]

0 comentários
Ezequiel foi chamado e comissionado por Deus para o exercício do ministério de profeta e sacerdote em um dos momentos difíceis da história do povo de Israel.
 No ano 605 a.C., sob o reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor sitiou e tomou Jerusalém. Levou para Babilônia as pessoas proeminentes do país, além dos tesouros da casa de Deus e da casa do rei.
É preciso ressaltar que, mesmo durante esses anos críticos que culminaram na tomada de Jerusalém, Deus não deixou de enviar seus profetas. Não era - e jamais será – honesto acusar Deus de silencio.
Quer para confrontá-los com sua rebeldia, idolatria, apostasia e as desastrosas conseqüências ou para encorajá-los, consolá-los e acenar com suas misericórdias, o fato é que Deus jamais se calou em relação ao seu povo ou aos homens em geral.
Jesus fala desse cuidado especial que Deus sempre manifestou para com Israel. São de Cristo as palavras: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes.”   Mt 23. 37.
Apostolo Paulo fala da voz de Deus possível de ser ouvida por meio de toda criação, o que torna impossível culpar Deus de silencio ou desculpar o homem por não ouvi-Lo. “Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, dede o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que forem criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.” Rm 1.19,20.
Neste período longo e triste que culminou no cativeiro babilônico, encontramos Jeremias atuando em Jerusalém, Daniel na corte da Babilônia e Ezequiel atuando como profeta e sacerdote junto aos judeus exilados.
Foi no quinto ano do exílio de Joaquim, que Ezequiel foi comissionado por Deus como profeta. Deus, então, diz ao prostrado Ezequiel: “Filho do homem, põe-te de pé.” Daí o comissiona a ser profeta para Israel e para as nações rebeldes circunvizinhas. Lemos que ainda estava ativo no seu trabalho no 27° ano do exílio, 22 anos mais tarde. (Eze. 1:1, 2; 29:17) Ele era casado, mas a esposa morreu no dia em que Nabucodonosor iniciou o cerco final de Jerusalém.
O nome Ezequiel significa “Deus Fortalece” e, sem dúvida ele precisou desesperadamente da força que vem do Senhor para exercer com fidelidade e por tantos anos o seu árduo e marcante ministério.
A santidade de Deus é o seu tema preferido, através de suas palavras ele nos leva a ouvir Deus declarando: “Hei de santificar o meu grande nome... e as nações terão de saber que eu sou o Senhor”.
O texto lido fala-nos do estado de espírito do povo que Ezequiel percebe e aparentemente absolve. Deus lhe permite uma visão clara dos sentimentos de seus contemporâneos exilados. A realidade era sofrida, penosa, desalentadora.
É interessante observar que é Deus quem o leva a ver de forma desnudada a dura realidade. Quem sabe até então, não obstante o exílio, a perda da soberania nacional, e da dignidade como povo, Ezequiel e os próprios exilados não havia percebido, plenamente, a secura existencial que se encontravam.
Foi necessária a ajuda de Deus para que Ezequiel pudesse contemplar a realidade tal qual se apresentava. Mas Deus não se limitou a confrontar Ezequiel com a desgraça, foi além, indicou a possibilidade de mudança, restauração, transformação e ressurgimento possível de ser alcançada naquele que não tem prazer na morte do ímpio, cujo deleite é fazer nova todas as coisas.
É um texto precioso este do capitulo 37 de Ezequiel. Há verdades maravilhosas ditas aqui para as quais esperamos que Deus nos abençoe com ouvidos que ouçam e olhos que vejam pois, espiritualmente parece-me que primeiro é necessário ouvir para depois ver.
Deus nos diz que é possível transformar ossos secos em vidas plenas, em vidas abundantes.
Para que isso aconteça algumas coisas se fazem necessárias.
Em primeiro lugar.
I.       Enxergar os ossos secos.
Parece um pressuposto obvio, demasiadamente simples mas, na verdade esta longe de ser algo fácil. Enxergar com honestidade nossos ossos secos, nossos erros, não é tão simples assim. Temos a tendência de justificar, racionalizar e contemporizar nossos atos, na frustrante tentativa de justificar o injustificável, explicar o inexplicável. Enquanto optamos por estas mirabolantes ginásticas mentais sobrecarregamos de angustia a nossa alma.
Possuímos, geralmente, uma casca muito dura que encobre a nossa realidade intima, uma máscara muito convincente que esconde nossa interioridade, um verniz muito brilhante que disfarça nossas falhas. Esta dificuldade de nos perceber, de perceber o que está morto em nos é exatamente o que nos mostra o versículo 1 e 2 de Ezequiel 37: “Veio sobre mim a mão do Senhor; ele me levou pelo Espírito do Senhor e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos secos e me fez andar ao redor deles...” Foi preciso a intervenção da mão do Senhor, foi necessário passar a ver sob a iluminação do Espírito de Deus.
Fora de Deus a visão que acalentamos de nós mesmo pode ser muito enganosa. Em carta à Igreja de Laodicéia Jesus deixa muito claro o quanto podemos estar enganados em relação a nos mesmos. “Pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de cousa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim,miserável, pobre, cego e nu.” Ap 3.17,18. 
Enxergar nossos “ossos secos” requer esvaziamento de nosso orgulho, desmascaramento de mentiras transvertidas em verdades. Requer subjugar nossa prepotência, romper a muralha da aparência e encarar, sob a luz de Cristo, o porão sombrio de nossas almas. Requer, em última análise, enfrentamento de nos mesmos.
À semelhança de Jacó envolve uma luta de vida ou morte onde é possível que saímos alquebrados, fragilizados, sentindo-nos miseráveis mas plenamente abertos às manifestações plenas da misericórdia e do poder do Deus que tudo supre.
Fico, por vezes, imaginando com quem efetivamente Jacó lutava e sempre sou levado a crer que ele lutava com sigo mesmo. Com a sua vaidade, com o seu ego inflado, com a sua mania de enrolar todo mundo, com os vícios da alma, com a voz de Deus face aos seus próprios desejos.
Lutava possivelmente com o desejo de mostrar para Esaul a sua força, o seu poder, a sua conquista e como tinha sido bem sucedido. O seu orgulho era um entrave violento que se interpunha a possibilidade de ser realmente um príncipe de Deus.
Naquela noite eu o vejo contemplando seus ossos secos, a necessidade de transformá-los, de se livrar deles. A luta não foi fácil como ainda não é fácil submeter a Deus tudo que achamos que temos ou somos.
Vejo a experiência do Apostolo Paulo muito semelhante a de Jacó. Para ele que achava que tudo via, que tudo entendia, se percebe sego e necessitado, na dependência de alguém que lhe abra os olhos e lhe dê a visão segundo Deus.
Honestamente você já encarou seus ossos secos? Aquilo que lhe tem tirado o vigor, a beleza, a desenvoltura, a unção de Deus sobre sua vida. Que lhe tem tornado irreconciliável com sua própria consciência, amedrontado e fugitivo diante de Deus? Enquanto isso não acontecer será impossível ser príncipe ou princesa de Deus. 
Uma evidencia de ossos secos em nós é a incapacidade de crer, de olhar o mundo com esperança, de trasbordar de alegria, de amor e de paixão pela vida. Podemos ainda identificar a existência dos ossos secos na tendência de nos prendermos às decepções do passado, cheios de ressentimentos e magoas ou manter-nos desesperançados e amedrontados em relação ao futuro ou ainda pelo azedume com o qual temperamos as nossas palavras e conceituamos pessoas e acontecimentos.
Há ossos secos em nossas almas quando não percebemos que toda mudança que desejamos precisa começar em nós. Que o ódio, a magoa, o ressentimento que nutrimos não vem de fora mas é gerado dentro de nós, conseqüência de falta de perdão, sabedoria e graça para administras palavras e atos a nós dirigidos.
Para transformar o vale de ossos secos em um poderoso exercito, uma vida medíocre em uma vida abundante é necessária visão clara de nos mesmos.

Em segundo lugar.
II.   É necessário vencer a incredulidade.

Deus dirige a Ezequiel e a nós uma pergunta crucial: “...acaso poderão reviver estes ossos? Ao que o profeta responde: “Senhor Deus, tu o sabes.”
É admirável a sinceridade de Ezequiel.
Talvez esperássemos uma resposta mais convicta, mas positiva mas não foi o que aconteceu. Ezequiel sentia-se esmagado diante da visão e sabia por vivencia o que ela significava.
Ele vivia em meio aos cativos, sentia de perto a angustia, o desanimo, a dúvida, a tristeza, o sentimento de incapacidade, de humilhação que nutriam e expressavam. É difícil manter a confiança quanto cercados de desanimados.
Quando penso nos espias enviados por Moisés para fazer uma sondagem da terra prometida que estavam prestes a tomar posse, fica clara a facilidade com a qual nos entregamos à incredulidade mesmo que já tenhamos experimentado os mais estupendos atos de livramento da parte de Deus.
Dez dos doze enviados foram capazes de contagiar com sua incredulidade todo o acampamento de Israel. Por mais que Josué e Calebe procurassem restaurar a confiança não tiveram êxodo o que levou o povo a peregrinar durante 40 anos pelo deserto, perdendo uma grande oportunidade e desperdiçando toda uma geração.
Gostamos de repetir a declaração do escritor aos Hebreus quando diz: “...a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” Hb 11.1. Entretanto, entregar-se de “corpo e alma” a esta convicção, encarná-la de forma a fazê-la transpirar por todos os nossos pensamentos, palavras e atos é algo bem diferente. Creio que Ezequiel evitou ser leviano, não desejou mentir nem pra Deus, nem pra si mesmo.
Mas, para ter o privilegio de ver ossos secos cobrindo-se de vida é necessário fé. É ainda o escritor aos Hebreus quem declara: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus.”Hb11. 6.  Na verdade sem fé não só não agradamos a Deus como também nos tornamos desagradáveis em nós mesmos e àqueles com os quais convivemos. Viver sem fé é murchar diante da vida. É nos assemelhar a um balão desprovido da chama que aquece o ar interior e que o torna capaz de romper com a força da gravidade. É ficar frios e pesados diante da vida. É viver esvaziado de sonhos, de projetos, de desejo de superação, de conquista. É nos render ao pessimismo e ao conformismo covarde. Não há como ser agradáveis vivendo assim.
Em terceiro lugar.
III.           É necessário ouvir e obedecer a voz de Deus.
Nem sempre é fácil obedecer à voz de Deus. Na maioria das vezes significa romper com o pensamento corrente, andar na contramão das crenças e das praticas; quer a nível sociológico, filosófico e não poucas vezes teológico e religioso. Além de muitas vezes ser necessário ouvir o que mais ninguém ouve e até mesmo contemplar o invisível. Também por isso não é fácil ouvir e obedecer a voz de Deus.
Por outro lado é a indisposição em ouvir e obedecer a voz Deus que nos lança fora do paraíso e nos faz definhar nos desertos da vida.
Há uma declaração, exposta por Asafe no Salmo 81, que expressa com muita clareza o sentimento de Deus em relação a atitude de seu povo; “Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria mão contra os seus adversários.”
A voz de Deus sempre nos chama a um redirecionamento, a um abandono daquilo que nos resseca a alma, murcha e descolore a vida. Desafia-nos a endireitar nossos caminhos a rever nossos atos.
A voz de Deus amorosamente nos persegue e busca levar-nos enxergar onde estamos e graciosamente nos acena a voltar à Casa de Deus, a comunhão com o Pai.
A voz de Deus acalma a tempestade da alma, faz sossegar o coração. A voz de Deus tem o poder de relativizar e silenciar todas as outras vozes destruindo a duvida e restabelecendo a certeza. Quanto a ouvimos ressuscita em nós a esperança, a alegria, o entusiasmo, a vida em abundância. 
Uma coisa impressionante no texto é que Deus parte de principio que os ossos secos podem sim ouvir a Sua voz: “...Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.” 37. 4.
Para Deus não há caso perdido, não há limite ultrapassado. Jesus disse que Ele: “Não esmagará a cana quebrada, nem apagara a torcida que fumega..” Mt 12. 20.  Se por um lado Cristo não se ilude com os seres humanos por outro ele também não desiste, não abandona, não descarta.
É impressionante como andamos, muitas vezes, na contramão desta postura de Jesus. Quantos pastores e ovelhas são descartados por apresentarem pecados ou simplesmente por não ajustarem-se aos nossos moldes quer doutrinário quer de usos e costumes.
Por mais quebrado que estejas, por mais apagado que tenha se tornado, por mais ressequido que esteja a sua alma, Deus agora está a lhe dirigir as mesmas palavras: “ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.” Continua reverberando na alma humana a voz de Deus que questiona: “Adão onde estas.” A voz de Cristo que chama: “Vinde a mim, todos voz que estais cansados e sobrecarregados , e eu vos aliviarei.”Mt 11. 28.  “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.” Ap 3.20.
Aos ossos secos do passado e do presente Jesus continua a dizer: “... Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” João 10. 10. Portanto, se Deus esta permitindo ouvir a voz dele agora, não endureça o seu coração.

Em quarto lugar.
IV.           É necessário profetizar transformação.

Deus ordena a Ezequiel que profetize sobre aqueles ossos secos. Profetize transformação, mudança, renovo, ressurreição, vida.
No versículo 11 encontramos o padrão de pensamentos e palavras que ocupavam os sentimentos e as conversas do povo. “Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todos exterminados.” Ez 37. 11.
O significado da visão do vale cheio de ossos secos é exposto com clareza. É o próprio Deus que estabelece a relação simbólica entre o seu povo e o vale dos ossos secos.
Isso significa que Deus conhece o que se passa conosco, o que nos habita e debilita. Os sentimentos que nutrimos, as dores que padecemos, as fragilidades que hospedamos, os medos diante dos quais nos apavoramos, as fraquezas com as quais lutamos. É capaz de perceber em nós a ausência de sonhos, o pessimismo, o sentimento de derrota, de desespero, a sensação de buraco existencial, a síndrome de Elias.
Mas não deseja que vivamos assim. Mesmo que esta realidade seja produto de abandonarmos a Deus, de nos rebelarmos contra Ele, de colocar outros valores em seu lugar, ou conseqüência de realidades que fogem ao nosso controle, o desejo de Deus é ver-nos restaurados, renovados, arrancados de nossas fraquezas.
Para isso é necessário profetizar vida, superação, transformação, ressurreição, plenitude de vida.
Este era o desafio de Ezequiel e continua sendo o nosso desafio.
Vivemos um momento de muita desesperança, de sonhos frustrados, de seguranças minadas, de expectativas que dão claros sinais de não se cumprir. A crise econômica tem escala mundial. Muitos estão convivendo com o fantasma do desemprego, com um futuro incerto. O progresso tem se mostrado uma mentira, e deixa cada vez mais visível o rastro de destruição e de frustração.
A conseqüência disso é que assumimos um padrão de pensamento cada vez mais opressivo, derrotista, fatalista, medroso. A semelhança de Israel são milhares que estão hoje a dizer: “...os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados.”
Este comportamento, via de regra, sempre foi o padrão do pensamento humano, entretanto, Deus nos diz que não podemos nos conformar a este modo de encarar a vida, quer a nível pessoal, familiar, ou social.
Apostolo Paulo nos convida a sermos agentes de transformação de nos mesmos alterando a nossa maneira de pensar. Em Romanos 12 ele nos exorta a não nos conformarmos com este século – com o padrão de pensamento secular – mas que transformemo-nos pela renovação de nossa mente para que possamos experimentar coisas boas, agradáveis e perfeitas.
Não é um desafio para mudar o mundo e sim mudar a nos mesmos. Até porque há muitos exemplos de indivíduos cuja atitude mudou para melhor o meio onde vivem. Se de um lado somos produtos do meio, de outro reside em nos a força para romper com o meio, para quebrar paradigmas. Paulo sabia disso e por isso nos faz um duplo desafio: negativamente, que não nos conformemos; positivamente, que renovemos o nosso pensamento.
Dos doze espias enviados por Moises para fazer um levantamento da terra prometida só dois tinha “outro espírito”. Uma forma positiva de ver a realidade, uma visão encharcada de fé, de esperança, de superação. Este tipo de pensamento/atitude os preservou durante quarentas anos, impediu que ficassem prostrados no deserto, os tornou diferenciados e os levou a alcançar os objetivos que toda uma geração deixou escapar.
Não há duvida que existem muitos ossos secos. Quer a nível pessoal, familiar, financeiro, físico, emocional, espiritual, relacional. Ossos secos que roubam vitalidade, dinamismo, alegria de viver, comunhão com as pessoas e com Deus, esperança e o direito a uma vida plena do Espírito de Deus.
A boa noticia é que somos convidados a profetizar mudança neste quadro por mais caótico que se apresente. Que Deus está disposto a mudar a realidade na medida em que crendo, profetizemos o ressurgimento, a transformação da realidade.
É preciso mudar a nossa maneira de pensar, de ver, de falar. Necessário se faz ouvir a voz de Deus, crer que os ossos secos podem ser invadidos pela vida plena. Profetizar transformação, restauração, vitoria, libertação, santidade vida plena. Podemos sim experimentar as coisas boas, agradáveis e perfeitas.

Conclusão:
Ezequiel após ser confrontado e desafiado com a visão do vale dos ossos secos sabia que precisava agir. Diferente da experiência no monte da transfiguração onde Pedro, de tão encantado, propõe construir tendas para ali permanecer, Ezequiel certamente não desejava permanecer sendo consumido por aquela horrenda e deprimente visão.
Ouviu a voz de Deus, sabia o que deveria ser feito. Transformado pela renovação na forma de sentir, pensar e falar, sabia que precisava abrir a boca e permitir que dela jorrasse fé, esperança, transformação, ressurgimento, novidade de vida. Encontrava-se agora grávido de sonhos, de possibilidades, de vitorias a ser alcançadas em Deus.
Após a visão Jeremias é devolvido à realidade. Os fatos, as circunstancias, os desafios continuam os mesmos mas, ele tinha uma nova maneira de encarar, uma nova mensagem a profetizar. A promessa de Deus aquecia sua alma, dando-lhe a necessária convicção que ossos secos podem sim, ouvir a voz de Deus e ser revitalizados.
A semelhança de Ezequiel, somos igualmente desafiados a mudar a nossa maneira de pensar, a nos deixar habitar por um “outro espírito”. Um espírito de superação e não de conformismo, de esperança e não de desespero, de fé e não de incredulidade, de otimismo e não de pessimismo, de vitoria e não de derrota, de amor e perdão e não de ódio e retaliação, de união e não de separação, de alegria e não de tristeza.
Olhe para você agora, para seus ideais, para os sonhos que foram abandonados. Pense em sua família, nos amigos e eventuais inimigos. Na sua situação espiritual, intelectual, material.  Em tudo que possa ser identificado como ossos secos, nas áreas que você já perdeu a esperança, que não mais acredita ser possível mudança.
Creia agora, em nome de Jesus, profetize transformação. Encha-se de novo animo para se preparar, estudar, trabalhar. Visualize os ossos secos sendo visitados pela plenitude de vida. Elabore planos, persiga sonhos e transforme-os em realidade em nome de Jesus. Torne sua fé operante e assim viva uma vida agradável diante de Deus e dos homens, fabrique você mesmo sua historia de transformação, alimentado pelo poder Deus.
Que Deus lhe conduza em vitoria em nome de Jesus. Amém!

As 4 Mulheres na Vida de Jesus [Estudos Biblicos]

0 comentários
AS QUATRO MULHERES NA VIDA DE JESUS

Mateus 1.1-17

Introdução:
Mulheres que fazem história.

Transição:
A história que Deus está escrevendo é feita através da história de pessoas que não possuem muitas qualificações. A história de Deus é uma loucura para o mundo e é sobre a história de quatro mulheres na vida de Jesus que queremos contar.

I.         Uma História de Justiça - Tamar (Gn 38)
A. Esta história não tem nenhuma relação com o contexto. No Cap. 37 José tem um sonho e no Cap. 39 José foi vendido ao Egito por causa dos seus sonhos.
B. O texto fala da prática do Levirato, cf Dt 25.5-10. Se um homem morre sem o seu herdeiro, o próximo irmão deve casar-se com a viuva para um herdeiro ao irmão morto. Seu marido Er que era perverso veio a morrer. Onã não queria deixar um filho para Er, também morreu. Judá prometeu então o seu filho que ainda era novo: "Então, disse Judá a Tamar, sua nora: Permanece viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem. Pois disse: Para que não morra também este, como seus irmãos. Assim, Tamar se foi, passando a residir em casa de seu pai" (11).
C. Neste período morreu a esposa de Judá.
D. Judá toma Tamar como uma prostituta cultual (sagrada) e, depois, informado de que ela está grávida, disse: "Tirai-a fora para que seja queimada". Foi neste momento que ela apresentou os pertences de Judá dizendo que o dono dos mesmos era o pai de seu filho.
E. "Mais justa é ela do que eu". E ela concebeu gêmeos: Perez e Zera.
F. Esta história é uma crítica da moralidade. Aquele que tem tudo e boa reputação na comunidade pode todas as coisas. Tamar, que não pode ser louvada pela sua atitude, não encontra nenhum meio legal de fazer valer os seus direitos. Ela comete o pecado que "as pessoas de bem" condenam, mesmo que elas tenham cometido o mesmo pecado que agora condenam (W. Brueggemann).
G. Tamar mostra que a velha justiça que sanciona a opressão em nome da propriedade não serve para nada. Ela é a sombra Daquele que virá trazendo um nova justiça.
H. De Tamar nascem Acã, aquele que destroi a comunidade e Jesus Cristo, o construtor de uma nova comunidade. A comunidade onde a justiça é marca registrada.
I. "Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos" (AP 5:5).


II.        Uma História de Fé - Raabe (Js 2, 6; Sl 87.4, 89.10; Hb 11.31; Tg 2.25)
A. 2.1: "De Sitim enviou Josué, filho de Num, dois homens, secretamente, como espias, dizendo: Andai e observai a terra e Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e pousaram ali".
B. Sabedora de que Israel haveria de invadir Jericó, o texto afirma: "Ouvindo isto, desmaiou-nos o coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o SENHOR, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra".
C. SALMOS 87: [1]  Fundada por ele sobre os montes santos, [2]  o SENHOR ama as portas de Sião mais do que as habitações todas de Jacó. [3]  Gloriosas coisas se têm dito de ti, ó cidade de Deus! [4] Dentre os que me conhecem, farei menção de Raabe e da Babilônia; eis aí Filístia e Tiro com Etiópia; lá, nasceram.
D. Hb 11.31: " Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias".
E. Tg 2: [24]  Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. [25] De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho?"
F. Raabe é uma simples mulher, que perdida em seus delitos e pecados, encontra uma porta aberta. Uma porta que daria a ela um novo futuro e uma nova vida. Agarra-se a esta porta com fé.

III.      Uma História da Previdência - Rute
A. Rute 1:15: "Disse Noemi: Eis que tua cunhada voltou ao seu povo e aos seus deuses; também tu, volta após a tua cunhada. [16]  Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. [17]  Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti".
B. Rute é uma estrangeira que agarra-se a Noemi e ao Deus de Noemi porque sabe que é melhor caminhar ao lado daqueles que conhecem a Deus, mesmo que passando por circunstâncias adversas, do que seguir aos deuses do passado.
C. Rute vem a casar-se com Boaz e nasce um filho: "As vizinhas lhe deram nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E lhe chamaram Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi".
C. Nesta história vemos que Deus está providenciando em todos os emaranhados da vida. Na viuvez, na fome, na incerteza do futuro, vemos a mão de Deus governando o destino daqueles que fazem parte do seu projeto: a vinda do Messias ao mundo.

IV.       Uma História de um Mundo Novo - Maria (Mt
A. Lucas 1:26  "No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, [27]  a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria.
[28]  E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. [29]  Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. [30]  Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. [31]  Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. [32]  Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; [33]  ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim. [34]  Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? [35]  Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus".
B. Maria, uma simples jovem, que recebe de Deus a mais extraordinária das notícias e responde a esta invasão da sua vida com estas palavras: "Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela".
C. Ela é a bem-aventurada entre todas as mulheres. Ela é a mãe do nosso Senhor Jesus Cristo.
D. Maria é a serva de Deus que reconhece no Senhor a sua soberania e entrega-se totalmente aos mistérios divinos. Ela sabe que Deus faz todas as coisas certas.

V.        Quatro Mulheres
Tamar - aquela que espera que justiça seja feita.
Raabe - aquela que crê na fidelidade de Deus.
Rute - aquela que crê nas providências de Deus.
Maria - aquela que crê que Deus sabe o que está fazendo.

VI.       Aprendendo com estas mulheres
A. Aprendemos que Deus não olha para as nossas fraquezas ou limitações.
B. Aprendemos que as nossas fraquezas ou limitações não impedem que Deus nos use para o mover da sua história no mundo.
C. Aprendemos que para fazer parte da história de Deus é preciso um ato de fé, um gesto de coragem, uma atitude determinada. É preciso romper com o convencional e crer que Deus é soberano em todas as coisas.

Conclusão:
Estes momentos foram decisivos na história do nascimento de Jesus Cristo.
Hoje, as mulheres que são herdeiras de Tamar, Raabe, Rute e Maria, continuam escrevendo a história de Deus no mundo através de suas vidas dedicadas ao Senhor Jesus Cristo.

Até que ponto vai a tua fidelidade? [Esboço de pregação]

2 comentários

Até que ponto vai a tua fidelidade?


At 16: 25, 26 – “25 Pela meia-noite Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, enquanto os presos os escutavam. 26 De repente houve um tão grande terremoto que foram abalados os alicerces do cárcere, e logo se abriram todas as portas e foram soltos os grilhões de todos.

- Paulo e Silas, mesmo acorrentados e presos em troncos, com seus corpos lacerados por açoites, no meio de um sofrimento terrível, oravam e cantavam louvores a Deus. Saiba, querido irmão, a alegria do crente vem do coração e independe das condições externas.   

- O Poder de Deus se manifesta em sua vida, a medida da sua sinceridade, da lealdade para com os que te cercam. Ninguém pode impedir a propagação do Evangelho do Reino, sejam elas cadeias, grilhões, leis oportunistas, ou qualquer outro artifício mundano, perpetrado pelo inimigo de nossas almas.

Mt 5:11,12 - “11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. 12 Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus;...”

- A perseguição não pode destruir nossa paz e alegria. Quem nos deu essa paz não tomou exemplos do mundo. Por tanto se de alguma forma estás passando por esses infortúnios, levante a cabeça, pois grande é o vosso galardão nos céus. 

Tg 1: 2,3 – “2 Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, 3 sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança;

- Todos os que sofrem por amor ao nome de Cristo, sobre suas cabeças repousa o Espírito da Glória de Deus.

Conclusão

Irmãos em Cristo, é certo que o sofrimento pelo sofrimento não tem sentido. Mas o sofrimento por amor a obra de Deus, produz frutos em abundância e acima de tudo produz salvação – “crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa.”

7 verdades que precisamos aprender com Deus. [Esboço de pregação]

0 comentários
7 verdades que precisamos aprender com Deus.

1. As tuas veredas
(Sl [25:4]) "Faze-me saber os teus caminhos, Senhor; ensina-me as tuas veredas."

2. A fazer a tua vontade
(Sl [143:10]) "Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana."

3. Os teus estatutos
(Sl [119:124]) "Usa com o teu servo segundo a tua benignidade, e ensina-me os teus estatutos."

4. Os teus juízos
(Sl [119:108]) "Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó Senhor; ensina-me os teus juízos."

5. A contar os dias
(Sl [90:12]) "Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios."

6. O bom critério e a ciência
(Sl [119:66]) "Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos       teus mandamentos."

O jugo de Jesus ou as algemas do diabo? [Esboço de pregação]

0 comentários

O jugo de Jesus ou as algemas do diabo?


Texto: Mateus 11.28-30 – “28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. 30 Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

Introdução: Jugo é canga, uma peça de madeira que prende dois bois ou mais e os liga ao carro ou ao arado para que o puxem. Isto era bastante comum nos dias de Cristo e ainda é usado hoje em alguns lugares.

1- Um boi sozinho poderia não conseguir puxar o arado. Os desafios da vida serão grandes demais se tentarmos resolver tudo sem Deus. Então ficaremos cansados, oprimidos e sobrecarregados.

2- Normalmente, eram colocados um boi novo e um boi mais velho no mesmo arado. O boi novo era forte. O boi mais velho era experiente e conhecia o trabalho. O boi novo poderia querer pastar a todo instante ou sair da trilha. O boi velho o puxaria no rumo certo.

3 - Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu jugo. Ele quer nos libertar de outros jugos que representam escravidão (pecado, vícios, demônios, etc). Ele quer que tenhamos compromisso com ele. Quer andar conosco e nos conduzir no caminho direito.

Conclusão: “Encontrareis descanso para as vossas almas.”
O Senhor nos trará refrigério e salvação. Teremos trabalho e dificuldades, mas contaremos com o seu poderoso auxílio e, ao final da jornada, seremos recompensados.

Cinco passos Indispensáveis, para Deus nos ouvir. [Esboço de pregação]

0 comentários
Cinco passos Indispensáveis, para Deus nos ouvir.
TEXTO : "Ouvi a tua oração" 1 Reis 9.3
INTRODUÇÃO:
É uma expressão magnânima, singular vinda dos lábios do próprio Senhor, dirigida a Salomão, após a edificação e consagração do templo e esta condicionada à duas coisas:
A) – Temer ao Senhor  - (Ec.12.13) “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.”.
B) – Fazer a sua Vontade. (Jo.9.31) “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve.”,
É preciso existir da parte daquele que se aproxima de Deus em oração, atitudes e ações, que venham do profundo da alma, e que atinja o centro da vontade de Deus, para que suas petições sejam atendidas. Veremos neste simples sermão, algumas dessas atitudes.
I – ARREPENDIMENTO (1Rs.8.33)-“Quando o teu povo Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e se converterem a ti, e confessarem o teu nome, e orarem e suplicarem a ti nesta casa,”
  • Mudança de atitude, propósito, idéia de uma pessoa.
  • É o começo de um bom relacionamento com Deus.
  • Se o homem não mudar de posição, jamais Deus lhe ouvirá .

II – HUMILHAÇÃO (2Cr.7.14) - E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”

  • É colocar-se como nada, dependente exclusivo de Deus. É ordem do Senhor (Tg.4.10), (1Pe.5.6)
  • Rei Manasses – 2Cr.33.12,13, Rei Josias – 2Cr.34.19,27 - Rei Davi – Sl.51
III – CONFISSÃO (Dn.9.4,5) - “4 E orei ao SENHOR meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5 Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;” – (Lc.15.21) - E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.”
  • É se abrir para Deus. É uma demonstração de confiança . (Sl 51)
IV – ADORAÇÃO (1Rs.8.23)- “E disse: Ó SENHOR Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem em baixo na terra; que guardas a aliança e a beneficência a teus servos que andam com todo o seu coração diante de ti.”
  • Homenagem prestada a poderes superiores. Vem acompanhada de: Louvor e é essencial na oração. (Sl.66.17) “A ele clamei com a minha boca, e ele foi exaltado pela minha língua.”
V – AÇÃO DE GRAÇAS (Fp.4.6) - “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.” , (Col.4.2) – “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças;”
  • Ato de agradecer. Pedimos muito e agradecemos pouco.
CONCLUSÃO :
Sem essas atitudes jamais ouviremos essa expressão: "Ouvi a tua oração.

Pr. Aparecido Araújo
Adaptação: Irmão Augusto César

7 verdades sobre o O temor do Senhor... [Esboço de pregação]

0 comentários
7 verdades sobre o O temor do Senhor...

1. é princípio de sabedoria
(Pv [1:7]) "O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução."

2. conduz à vida
(Pv [19:23]) "O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e não o visitará mal nenhum."


3. é aborrecer a maldade
(Pv [8:13]) "O temor do Senhor é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio."


4. é fonte de vida
(Pv [14:27]) "O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte."


5. aumenta os dias
(Pv [10:27]) "O temor do Senhor aumenta os dias, mas os perversos terão os anos da vida abreviados."

6. é riqueza e honra
(Pv [24:4]) "E pelo conhecimento se encherão as câmaras com todos os bens preciosos e agradáveis."

Os valentes de Deus [Esboço de pregação parte 2]

1 comentários
Os valentes de Deus [Esboço de pregação parte 2]
(II Sm 23: 8-12)
ILUSTRAÇÃO : O general e o Soldado
Trinta e sete pessoas acompanhavam Davi, mas dos trinta e sete que o acompanhavam, havia um grupo de Três que eram os cabeças (Josebe-Bassebete, Eleazar, Samá). Esses homens eram fieis, estavam sempre do lado dele, eram amigos mais chegados que um irmão (Pv 18:24).
* Aqueles que te acompanham nas lutas também se deleitarão nos momentos de glória. Só podemos colher nossos frutos se ajudarmos a plantar. Deus não se revela para aqueles que estão apenas de passagem. Deus busca continuadores da sua obra, pessoas que perseveram, que prossigam firmes para o alvo.
1- Não se amedrontam diante do tamanho do inimigo. (Vs 8 b) - “Josebe-Bassebete...brandiu sua lança contra oitocentos homens e os feriu...” - Quem enfrenta 800 homens, venceu o pior inimigo: o medo de tentar. O valente é aquele que não desiste diante das circunstâncias. Joseb deveria ser um homem que não ouvia o conselho dos covardes, o seu coração era confiante.
1) Não escute o que as pessoas dizem de você. Escute o que Deus diz: (Is 43:13) Agindo Deus quem impedirá; (Jo 11:40) Se creres, verás a Glória de Deus.; (Mc 9:23) Tudo é possível ao que crê.
2) No Reino de Deus não existe lugar para os covardes, não existe lugar para os que se escondem. Devemos tentar pela Fé, senão seremos eternos perdedores.: ("Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o Reino..." Lc 9:62).
2- São movidos por uma imensa persistência. Vs 9-10) - “enquanto os filhos de Israel se retiravam... Eleazar se levantou e feriu os filisteus até lhe cansar a mão e ficar pegada á espada. Naquele dia Deus operou grande livramento...” - Eleazar lutou com tanta obstinação, com tanta vontade, que a espada ficou-lhe presa á mão. Quantas vezes, nos momentos de luta, a primeira coisa que fazemos é largar a espada.
1) Os valentes se apegam à espada, e não a soltam de jeito nenhum. Acreditar no amanhã, no daqui a pouco, faz parte da fé; faz parte do perseverar na vida cristã.
2) Os valentes de Deus são fiéis até o fim, na luta e nas batalhas da vida. Eles sabem que Deus conhece os seus limites.
3- Defendem aquilo que conquistaram. (Vs 11)- “... Onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas; o povo fugia dos filisteus...Pôs-se Samá no meio daquele terreno e o defendeu e feriu os filisteus; e o SENHOR efetuou um grande livramento.”
Samá defendeu uma plantação de lentilhas que os filisteus invadiam; enquanto todos fugiram ele ficou. Nos momentos de desespero e de perdas ninguém fica do teu lado; ninguém.
1) - O Apóstolo Paulo era preso de Jesus Cristo, não do império romano. Ninguém detinha a sua obstinação. Nem cadeias, nem naufrágios, nem intrigas, nem traições. Ele estava voltado para o alvo que era Cristo Jesus. Não se sentem ameaçados, não se sentem presos, não estão debaixo de nenhum regime imposto. Muitos se acovardam diante da obra de Deus. Pelas pressões, pelo medo.
2) Os valentes de Deus se importam com a vida; por isso defende o seu terreno, o seu pedaço. Não tem medo de se arriscar. Não está acomodado com uma vida "dentro das normas". Busca sempre mais. São eternos insatisfeitos com a atual realidade do ser humano. São reformadores naturais.
3) Não são sempre pessoas bem sucedidas, mas pessoas corajosas a enfrentar a vida apesar das suas dificuldades.
4) Não são muitas vezes aqueles que estão em cima de um púlpito, em uma tribuna ou na televisão pregando, mas, sim, aquelas pessoas que estão nos hospitais, nos campos missionários, nos lugares aonde ninguém gostaria de estar, nas cadeias, nos guetos de drogados e nas ruas dos mendigos. Hebreus 11:38 - Os valentes de Deus, são homens e mulheres: ("...dos quais o mundo não era digno...")
5) Tem Crentes que trocam o Reino de Deus por um salário, fama ou reconhecimento e se contentam em levar uma vida comum diante da congregação cumprindo agenda.
CONCLUSÃO
O nosso reconhecimento deve ser apenas em dois lugares no Céu e no Inferno. No Céu devemos ser admirados pelos feitos. No Inferno conhecido e temido pelas obras. O verdadeiro Valentes mesmo debaixo da mais forte provação e dificuldade, é mais do que vencedor.
Deus não nos chamou para sermos um sucesso; chamou-nos para sermos triunfantes. Não são as circunstâncias que nos tornam vencedores, mas o Sangue de Cristo sobre nós. As tempestades fazem uma árvore forte. As provações e lutas fazem um cristão valente forte.

Os valentes de Deus [Esboço de Pregação]

1 comentários

Os valentes de Deus

II Sm 23: 8-17
 “8 Estes são os nomes dos poderosos que Davi teve: Josebe-Bassebete, filho de Taquemoni, o principal dos capitães; este era Adino, o eznita, que se opusera a oitocentos, e os feriu de uma vez. 9 E depois dele Eleazar, filho de Dodó, filho de Aoí, entre os três valentes que estavam com Davi quando provocaram os filisteus que ali se ajuntaram à peleja, e quando se retiraram os homens de Israel. 10 Este se levantou, e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar a mão pegada à espada; e naquele dia o SENHOR efetuou um grande livramento; e o povo voltou junto dele, somente a tomar o despojo. 11 E depois dele Samá, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram numa multidão, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas, e o povo fugira de diante dos filisteus. 12 Este, pois, se pôs no meio daquele pedaço de terra, e o defendeu, e feriu os filisteus; e o SENHOR efetuou um grande livramento.”

A Palavra nos diz que Davi estava acompanhado de pelo menos trinta e sete pessoas (8:39). Eles andavam juntos, eram seus consultores de guerra, mas, dos trinta e sete que acompanharam a Davi, havia um grupo de cinco: Três que eram os cabeças (Josebe-Bassebete, Eleazar, Sama), e dois (Abisai, Benaia) que estavam tentando chegar lá. Esses homens eram fieis para com Davi, estavam sempre do lado dele, eram amigos mais chegados que um irmão (Pv 18:24). Eles deixaram seus nomes nas Escrituras porque foram até o fim. Eles estavam lá na consagração de Davi como Rei de Israel.

Aqueles que te acompanham nas lutas também se deleitarão nos momentos de glória. Só podemos colher nossos frutos se ajudarmos a plantar. Deus não se revela para aqueles que estão apenas de passagem. Deus busca continuadores da sua obra, pessoas que perseveram, que prossigam firmes para o alvo. Há um velho ditado que diz: "Um homem sozinho não ganha a guerra..." Isto não se aplica a um cristão verdadeiro. Porque mesmo debaixo da mais forte provação e dificuldade, nós somos mais do que vencedores. Não são as circunstâncias que nos tornam vencedores, mas o Sangue de Cristo sobre nós.
1- Os valentes de Deus não se amedrontam diante do tamanho do inimigo.
(Vs 8 b) - “Josebe-Bassebete...brandiu sua lança contra oitocentos homens e os feriu...” - Quem enfrenta 800 homens, venceu o pior inimigo: o medo de tentar. O valente é aquele que não desiste diante das circunstâncias. Josebe deveria ser um homem que não ouvia o conselho dos covardes, o seu coração era confiante.
Não escute o que as pessoas dizem de você. Escute o que Deus diz: (Is 43:13) Agindo Deus quem impedirá; (Jo 11:40)Se creres, verás a Glória de Deus.; (Mc 9:23)Tudo é possível ao que crê. Devemos tentar pela Fé, senão seremos eternos perdedores. Na velhice eu não quero me arrepender de nunca ter tentado. A Legião Francesa é o exército mais elitizado do mundo, nenhum exército é mais bem preparado do que a Legião Francesa e o lema deles é o seguinte: "Se eu falhar, me engulam – se eu cair, me levantem – se eu desistir, me matem". Lá não há lugar para covardes. No Reino de Deus não é diferente. Aqui não existe lugar para os que se escondem: ("Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o Reino..." Lc 9:62).
2- Os valentes de Deus são movidos por uma imensa persistência.
Vs 9-10) - “enquanto os filhos de Israel se retiravam... Eleazar se levantou e feriu os filisteus até lhe cansar a mão e ficar pegada á espada. Naquele dia Deus operou grande livramento...” - Eleazar lutou com tanta obstinação, com tanta vontade, que a espada ficou-lhe presa á mão.
Quantas vezes, nos momentos de luta, a primeira coisa que fazemos é largar a espada. Os valentes se apegam à espada, e não a soltam de jeito nenhum. Acreditar no amanhã, no daqui a pouco, faz parte da fé; faz parte do perseverar na vida cristã. À semelhança de Paulo, também podemos crer: "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar..." (1 Co. 10:13). Os valentes de Deus são fiéis até o fim, na luta e nas batalhas da vida. Eles sabem que Deus conhece os seus limites.
3- Os valentes de Deus defendem aquilo que conquistaram.
(Vs 11)- “... Onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas; o povo fugia dos filisteus...Pôs-se Samá no meio daquele terreno e o defendeu e feriu os filisteus; e o SENHOR efetuou um grande livramento.” Samá defendeu uma plantação de lentilhas que os filisteus invadiam; enquanto todos fugiram ele ficou.
Nos momentos de desespero e de perdas ninguém fica do teu lado; ninguém. Conquistamos terras para entregar de "mão beijada" a satanás? Os valentes de Deus não são assim. O Apóstolo Paulo era preso de Jesus Cristo, não do império romano. Ninguém detinha a sua obstinação. Nem cadeias, nem naufrágios, nem intrigas, nem traições. Ele estava voltado para o alvo que era Cristo Jesus. Os valentes de Deus não se sentem ameaçados, não se sentem presos, não estão debaixo de nenhum regime imposto. Muitos se acovardam diante da obra de Deus. Pelas pressões, pelo medo. Os valentes de Deus se importam com a vida; por isso defende o seu terreno, o seu pedaço. O valente não tem medo de se arriscar. "O corajoso é o medroso que acabou de orar."
4- Os valentes de Deus fazem além das expectativas:
(Vs 15 –16) - “15 Suspirou Davi, e disse: Quem me dera beber água do poço que está junto à porta de Belém! Então aqueles três valentes romperam pelo acampamento dos filisteus, e tiraram água do poço junto à porta de Belém, e tomaram-na e a levaram a Davi...” - Belém estava sitiada pelos filisteus e Davi sentiu um enorme desejo de beber da água daquele poço. Eles não precisavam ir, ninguém os obrigou a ir, ninguém pediu, mas eles se reuniram e foram pegar água para Davi.
O medíocre faz o que lhe mandam, mas o herói realiza os desejos do coração. Não existimos apenas para fazer o que Deus manda, mas para agradar o Seu coração, sem que Ele nos peça. O servo faz o que mandam, mas o filho agrada o coração do Pai. O valente de Deus não está acomodado com uma vida "dentro das normas". Busca sempre mais. Tem pastores e obreiros que trocam o Reino de Deus por um salário, fama ou reconhecimento e se contentam em levar uma vida comum diante da congregação. Cumprindo agenda. Os valentes de Deus são eternos insatisfeitos com a atual realidade do ser humano. São reformadores naturais.
5- Os valentes de Deus não tomam para si a Glória de Deus:
(Vs 17) - “ 17 Longe de mim, ó Senhor, fazer tal coisa; beberia eu o sangue dos homens que lá foram com perigo de sua vida? De maneira que não a quis beber...” - Para os valentes de Deus, as necessidades deles não são maiores que as necessidades do Reino. Não podemos confundir o sucesso da causa que defendemos, com a nossa vida. Quem manifesta a Glória é Deus e Ele não divide isso com ninguém. Não é só em "alguns lugares" que opera o Deus Vivo; mas, no coração de todo aquele que O busca.
6-Os valentes de Deus fazem, independentemente das recompensas.
(Vs 18-23) “18...Também Abisai...alçou sua lança contra trezentos, e os feriu 20...Também Benaia...feriu dois heróis de Moabe...matou um leão no tempo de neve - 21...Matou um egípcio, homem de grande estatura - Abisai e Benaia fizeram coisas dignas dos maiores valentes, mas não chegaram e não receberam mais por isso.
Os valentes de Deus fazem as tarefas do Reino sem se preocuparem com o tamanho das recompensas. Deus não procura pessoas que se preocupem por receber, mas que se preocupem em se doar. O nosso reconhecimento deve ser apenas em dois lugares no Céu e no Inferno. No Céu devemos ser admirados pelos feitos, no Inferno conhecido e temido pelas obras.
Abisai e Benaia fizeram proezas, mas não chegaram lá. Deus conhece o nosso lugar e Ele é Fiel e Justo. Muitas pessoas fazem coisas para o reino apenas por recompensas como: reconhecimento, fama, renome e até dinheiro; mas, Deus, procura adoradores que o adorem em Espírito e em Verdade. A igreja precisa desesperadamente de valentes de Deus, gigantes que não se dobrem a nenhum outro deus, a nenhuma outra obra, a nenhum outro propósito, a nenhum outro desejo. O Reino de Deus é constituído de lutadores com sede de vitória, com vontade de fazer o melhor. Obstinados. Os grandes heróis da Fé não são, necessariamente, homens e mulheres que apareceram no decorrer da história. O Reino também é feito de pessoas anônimas que o mundo não repara, mas Deus sabe quem são.
Deus não nos chamou para sermos um sucesso; chamou-nos para sermos triunfantes.
- Os heróis da Fé, não são muitas vezes aqueles que estão em cima de um púlpito, em uma tribuna ou na televisão pregando, mas, sim, aquelas pessoas que estão nos hospitais, nos campos missionários, nos lugares aonde ninguém gostaria de estar, nas cadeias, nos guetos de drogados e nas ruas dos mendigos. Como nos diz o escritor de Hebreus 11:38 - Os valentes de Deus, são homens e mulheres: ("...dos quais o mundo não era digno...")
Os Valentes de Deus não são sempre pessoas bem sucedidas, mas pessoas corajosas a enfrentar a vida apesar das suas dificuldades. A prosperidade de Deus não se limita apenas nas coisas desta vida. Deus quer prosperar almas: Quem foi mais bem sucedido do que Jesus Cristo nesta vida? Quem sofreu mais do que Jesus Cristo nesta vida?
Certa vez no meio de uma guerra, um general chegou ao seu subordinado e lhe disse: Você sabe que nós estamos em menor número de soldados e menos aparelhados do que o inimigo. Lutaria comigo, mesmo assim, nesta guerra? E o subordinado respondeu: Não conheço nem o inimigo e nem o seu poder de fogo; mas, eu sei, que o senhor é o melhor comandante que um soldado pode ter. Eu sei quem tenho servido.
As tempestades fazem uma árvore forte. As provações e lutas fazem um cristão forte.

Assine Agora.

Receba Estudos Biblicos diariamente no seu E-mail.