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Qual entre todos estes não sabe que a mão do Senhor fez isto? (Jó 12.8.)

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Qual entre todos estes não sabe que a mão do Senhor fez isto? (Jó 12.8.)
    Há anos achou-se na África um dos mais magníficos diamantes da história. Foi oferecido ao Rei da Inglaterra, para fulgurar na sua coroa. O Rei enviou-o a Amsterdam para ser lapidado, e foi posto nas mãos de um especialista. E o que fez ele?
    Tomou a valiosa gema e fez nela uma marca. Então deu-lhe com seu instrumento um golpe seco. E pronto, lá estava a soberba pedra dividida em dois pedaços! Que imprudência, que desperdício, que descaso criminoso!
    De modo algum. Por dias e semanas aquele golpe havia sido estudado e planejado. Desenhos e modelos haviam sido feitos da pedra. Suas qualidades, seus defeitos, as linhas do corte, tudo havia sido estudado com extremo cuidado. O homem a quem ela estava entregue era um dos mais hábeis lapidários do mundo.
    Então aquele golpe foi um erro? Absolutamente. Foi o clímax do engenho do lapidário. Quando ele desferiu o golpe, fez aquilo que traria a pedra à sua mais perfeita forma, brilho e esplendor. Aquele golpe que parecia arruinar a magnífica preciosidade, era na verdade a sua redenção. Pois daquelas duas metades saíram as duas soberbas gemas que o olho hábil do lapidário enxergou escondidas na pedra bruta que veio da mina.
    Assim, às vezes Deus deixa cair sobre a nossa vida um golpe cortante. O sangue jorra. Os nervos retraem-se. Nossa alma grita em agonia. O golpe nos parece um grande erro. Mas não é. Pois somos para Deus uma jóia preciosíssima. E Ele é o mais hábil lapidário do universo.
    Um dia iremos fulgurar no diadema do Rei. Agora, enquanto estamos na Sua mão, Ele sabe exatamente como lidar conosco. Não recairá sobre nós nenhum golpe que não seja permitido pelo amor, o qual, das suas profundezas, opera bênçãos e enriquecimentos espirituais que nunca vimos nem procuramos. — James H. MacConkey
    Num dos livros de Jorge MacDonald aparece este fragmento de conversa: "Eu imagino por que Deus me fez", disse o Sr. F. "Estou certo de que não adiantou nada fazer-me!"
    "Talvez não tenha adiantado muito ainda", disse D., "mas Ele ainda não acabou de fazer você. Ele ainda o está fazendo; e você está questionando o processo."
    Se os homens apenas cressem que estão no processo de criação, e consentissem em ser feitos — em deixar o Criador moldá-los como o oleiro ao barro, submetendo-se aos movimentos da sua roda — dentro de pouco tempo estariam louvando a Deus pelas vezes que a Sua mão os pressionou, mesmo que lhes tivesse causado dor; e por vezes, não seriam apenas capazes de crer, mas reconheceriam o fim que Deus tem em vista, que é trazer um filho à glória.
Por Lettie Cowman

E ele o fará. (Sl 37.5.)

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   E ele o fará. (Sl 37.5.)
            Primeiro eu pensava que, depois de orar, eu devia fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para a concretização da resposta. Ele me ensinou um caminho melhor, e mostrou-me que meu esforço próprio sempre atrapalhava a Sua operação; e que quando eu orava e cria definidamente nEle para um determinado fim, Ele queria que eu esperasse em espírito de louvor e só fizesse o que Ele me mandasse. Parece uma coisa tão insegura, simplesmente ficar quieto e não fazer nada, senão confiar no Senhor; às vezes, é tremenda a tentação de tomarmos a batalha em nossas próprias mãos.
            Todos sabemos como é difícil salvar de afogamento uma pessoa que procura ajudar quem a socorre. Assim também, nós impossibili­tamos o Senhor de combater os nossos combates, quando insistimos em procurar combatê-los nós mesmos. Não é que Ele não queira, mas não pode. Nossa interferência impede a Sua operação. — C.H.P.

            As forças espirituais não podem operar enquanto as forças terrenas estão em atividade.

            Deus precisa de tempo para responder a orações. Muitas vezes falhamos em dar oportunidade a Deus a este respeito. Leva tempo para Deus colorir uma rosa. Leva tempo para Ele formar um carvalho. Leva tempo para Deus tornar em pão um trigal. Ele toma a terra. Ele a amolece. Ele a enriquece. Ele a umedece com chuvas e orvalho. Ele a aquece com vida. Ele dá a lâmina, a haste, o grão dourado, e então, por fim, o pão para o faminto.
            Tudo isto leva tempo. Por isso nós semeamos, cultivamos, e esperamos, e confiamos, até que seja cumprido o propósito de Deus. Estamos dando uma oportunidade a Ele. A mesma lição se aplica à nossa vida de oração. Deus precisa de tempo para responder à oração. — J. A. M.

         Por Lettie Cowman

O Deus que não pode mentir prometeu.

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O Deus que não pode mentir prometeu. (Tt 1.2.)
            Ter fé não é elaborar, pelo poder da vontade, uma espécie de certeza de que algo vai acontecer, mas é ver como fato real que, se Deus falou, aquilo vai acontecer, e é verdade; e então regozijar-se em saber que é verdade, e simplesmente descansar porque Deus o falou.
            A fé torna a promessa em profecia. Enquanto é simplesmente uma promessa, está dependendo da nossa cooperação. Mas quando a fé a reclama para si, torna-se uma profecia, e seguimos o nosso caminho sabendo que é algo que vai ser feito, porque Deus não pode mentir. — Days of Heaven upon Earth
            Ouço muitas pessoas orarem pedindo mais fé, mas quando atento bem para o que dizem, muitas vezes descubro que não é realmente mais fé que estão querendo, mas a mudança de fé em vista. Querem ver para crer.
            A fé não diz: "Vejo que isto é para o meu bem, então é Deus que o deve ter mandado", mas: "Deus o mandou, então é para o meu bem."
            A fé, quando anda no escuro com Deus, só ora para que Ele segure mais forte a sua mão. — Phillips Brooks

Não É fé na sua fé que Deus lhe pede.
Mas fé nAquele que é fiel, e prometeu.
Se temos dEle uma promessa, aquilo é nosso.
Crendo, aguardemos, que há de vir o que nos deu.

Por Lettie Cowman

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